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ECONOMIA
Quinta-feira, 09 de Maio de 2013, 20h:38

MILHO

Conab confirma recorde

Além de se manter líder na produção nacional, Estado assegura maior oferta da 2ª safra e ainda supera 2012

MARIANNA PERES
Da Editoria
Pelo menos em volume, a segunda safra de milho, em Mato Grosso, se revela ainda mais produtiva em comparação ao recorde quebrado no ano passado, quando o Estado superou a oferta de mais de 15 milhões de toneladas (t). Para quem achava que o recorde não seria superado tão cedo, se vê diante de um novo salto: uma produção 12% maior e que deve passar das 16,86 milhões t. Os números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados ontem, confirmam projeções que já vinham sendo desenhadas ao cereal, graças novamente, ao clima. Mesmo com parcelas de lavouras semeadas para além da janela ideal, no mês de março e não até o fim de fevereiro, as chuvas seguiram generosas e proporcionaram o pleno desenvolvimento das plantas. De acordo com os dados do 8º Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a projeção atual em 16,86 milhões t é 0,5% maior que a do mês passado, quando foram estimadas 16,78 milhões t. A suplementação da oferta, também garantida pelo Paraná, vai levar o país a uma produção recorde, 43,18 milhões t. Se o volume global se confirmar, Mato Grosso terá sido responsável, sozinho, por quase 40% do total brasileiro, uma leve variação positiva ante a participação do ano passado, quando ambos – Estado e país –contabilizaram colheitas históricas. As toneladas a mais são reflexo da expansão da área plantada e não do incremento da produtividade. Em Mato Grosso a superfície cultivada ficou 25% maior ante 2012, passando do recorde de 2,64 milhões de hectares (ha) para 3,30 milhões ha, com uma produtividade 10% inferior à média anterior. No Brasil, o resultado foi o mesmo: área 15,6% maior, produtividade -4,5% e produção 10,4% superior, tudo em relação ao ano passado. Como destaca a Conab, o plantio do milho segunda safra foi afetado pela ocorrência de fortes chuvas, coincidindo com a colheita da soja de variedades precoces em importantes estados produtores da região Centro-Sul. Em Mato Grosso, com a ocorrência de chuvas coincidindo com a colheita de soja variedade precoce, chegou-se a imaginar que esse quadro iria alterar a disposição do agricultor local em relação à cultura, em virtude do encurtamento do prazo tecnicamente recomendado {até fevereiro}. A normalização climática ocorrida nas semanas seguintes ao levantamento do mês de março mostrou que o temor foi superado, proporcionando um incremento recorde na área plantada. GRÃOS E FIBRAS – Mato Grosso segue líder nacional na produção de grãos do Brasil, mesmo após correção negativa sobre a estimativa de maio, que ficou cerca de 0,5% menor em comparação ao apurado no mês anterior. A queda foi motivada pela revisão negativa à sojicultura, que encolheu 1,67%. Na contramão, o milho teve ajuste positivo. De acordo com a Conab, na avaliação mensal a projeção local passou de 43,60 milhões t para 43,33 milhões. Na comparação anual, o avanço é 7,4%, ante o consolidado em 2011/12, 40,35 milhões t. Mesmo liderando a safra nacional, as correções custaram ao Estado a perda na participação do total estimado para o país. Conforme a Conab, o Brasil deve atingir 184,15 milhões t, 10,8% acima das 166,17 milhões t da safra anterior. A evolução nacional reduziu a participação mato-grossense no ‘bolo’ global que era de 24,30% no ciclo 2011/12, para atuais 23,5%. O segundo maior produtor nacional, o Paraná, registra incremento acima de 20%, já que após a seca que castigou a produção de grãos na safra passada houve recuperação. A estimativa aponta colheita de 38 milhões t ante 31,44 milhões t. Entre as principais culturas do Estado (soja, milho segunda safra, arroz e algodão), apenas a oleaginosa e o cereal tiveram a projeção revisada, para baixo e para cima, respectivamente. SOJA – No mês passado, a projeção à oleaginosa era de 23,93 milhões t e em maio passou a 23,53 milhões, queda de 1,67%. Na comparação anual há incremento de 7,7%, já pó saldo anterior foi de 21,84 milhões. Também contabilizando volume pelo ganho de área, a soja teve por mais um ano superfície recorde, de 6,98 milhões ha para 7,81 milhões, ganho de 12%. Se as estimativas se confirmarem, a soja mato-grossense – a maior produção do país – vai representar 61,34% do Centro-Oeste (38,30 milhões t) e 28,86% do nacional. Em princípio, a participação reduz, foi de 32,9% em 2011/12, mas vale à pena considerar que o país passou de 66,38 milhões t para atuais 81,51 milhões, incremento de 22,8%. ALGODÃO – Com lavouras em frutificação, as estimativas seguem inalteradas para o Estado que detém 53% da pluma nacional. A safra segue marcada pela redução de área e produção, 36% e 35,7%, respectivamente. A produção passa de mais de um milhão de t para 809, 6 mil t e a área de 725 mil ha para 464 mil. A concorrência com a alta liquidez da soja e a baixa cotação à pluma desmotivaram a produção.

Edição EDIÇÃO 16960




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