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Cuiabá MT, Domingo, 14 de Junho de 2026

ECONOMIA
Quinta-feira, 16 de Janeiro de 2014, 20h:34

SELIC

CNI quer política fiscal ativa

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) entende que a inflação vai continuar sendo o foco das preocupações da equipe econômica do governo em 2014, mas sugere que o combate ao aumento do custo de vida deve começar por uma “política fiscal mais ativa, com controle rigoroso dos gastos correntes”, em vez da elevação da taxa básica de juros. Na avaliação da indústria, ao optar por mais um acréscimo de 0,5 ponto percentual, aumentando a Selic de 10% para 10,50% ao ano, o sétimo reajuste consecutivo desde abril do ano passado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) não dá sinais sobre o fim do ciclo de aperto na política monetária. Tanto que os analistas financeiros já esperavam o aumento, como mostrou o boletim Focus divulgado na última segunda-feira pelo BC. A CNI alerta que a inflação continuará sendo foco de preocupação em 2014, não só pelo elevado patamar dos últimos meses, mas, principalmente, porque o governo federal recorreu, no ano passado, ao controle dos preços administrados (tarifas de transporte e energia elétrica) e à redução da cesta básica. “Mecanismos de controle da inflação, que dificilmente poderão ser repetidos com a mesma intensidade neste ano”, diz a nota da entidade. Assim que o Copom divulgou o aumento da Selic, na noite da última quarta-feira, o vice-presidente do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef) de São Paulo, Keyler Carvalho Rocha, divulgou nota na qual diz que “a inflação ainda não está contida”, e essa é a principal justificativa para o BC manter o aperto monetário. Ele acredita que na próxima reunião do Copom (dias 25 e 26 de fevereiro) haverá mais um acréscimo de 0,25 ponto percentual na taxa. A ALTA - De outubro de 2012 a abril de 2013 a taxa permaneceu em 7,25%, no nível mais baixo desde que o Copom foi criado, em junho de 1996. Ao final da primeira reunião do ano, o Copom divulgou que “dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa básica de juros, iniciado na reunião de abril de 2013, decidiu por unanimidade elevar a Selic em 0,50 ponto percentual, para 10,50% ao ano, sem viés”. A taxa básica de juros do Brasil já era a mais alta do mundo, e agora aumentou mais um pouco, com impacto imediato na dívida pública. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), cada ponto percentual de subida na Selic equivale a acréscimo aproximado de R$ 6 bilhões/ano na dívida.

Edição EDIÇÃO 16962




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