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ECONOMIA
Terça-feira, 13 de Agosto de 2013, 20h:28

EXPORTAÇÕES

Cifras já equivalem a 72%

Mês passado, embarques de MT emplacaram melhor julho da série e receita se aproxima do total de 2012

MARIANNA PERES
Da Editoria
As exportações mato-grossenses somam receita de US$ 10,05 bilhões no acumulado de janeiro a julho deste ano. As cifras representam, em sete meses, 72,51% do consolidado nos negócios realizados durante todo o ano de 2012. Restam ainda cinco meses para os embarques injetarem, pelo menos, mais US$ 3,81 bilhões e empatar com o faturamento global do ano passado, em US$ 13,86 bilhões, o maior até então da série histórica estadual. O mês de agosto, influenciado pela oferta de milho e algodão recém-colhidos, costuma ser um momento forte e de bons resultados ao comércio exterior do Estado. O mês passado foi o melhor julho da série histórica estadual. Pela primeira vez a receita passou de US$ 1,2 bilhão, somou US$ 1,53 bilhão, ante US$ 1,18 bilhão registrado em julho do ano passado, até então, o melhor do período para o Estado. O saldo do mês passado, por exemplo, é o terceiro maior do ano, atrás apenas de abril e maio, meses de forte embarque da soja, cuja receita foi de US$ 1,91 bilhão e US$ 1,63 bilhão, respectivamente. Soja e milho seguem sustentando a pauta de exportações e juntas, as commodities representam mais de 84% de todo faturamento contabilizado por Mato Grosso nos últimos sete meses. As informações fazem parte da análise da assessoria econômica da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), divulgada ontem. Em relação ao mesmo acumulado do ano passado, há expansão de 21,20% na receita, pois o saldo no ano passado era de US$ 8,29 bilhões. Neste mesmo intervalo, as exportações do país exibem retração de 2,16%, ao passar de US$ 138,21 bilhões para US$ 135,23 bilhões. Pelo segundo mês seguido, a receita acumulada com as exportações fica mais de 20% acima do registrado em momentos imediatamente pares do ano passado. O resultado colocou fim à perda de posições no ranking, observada em maio e junho, e o Estado se mantém na sexta colocação, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Paraná. Mesmo segundo o posto, as exportações de Mato Grosso ganharam maior participação no saldo global do país, ao deixar de responder por 6% e passar a 7,44% do total. No Centro-Oeste, Mato Grosso mantém a liderança do comércio exterior e amplia a participação no volume regional, ao sair de 55,90% para 57,41%, na comparação entre os acumulados de janeiro a julho de 2013 ante 2012. Ampliando a comparação, nos últimos doze meses – agosto/2012 a julho 2013 – as exportações estaduais somam vendas de US$ 15,62 bilhões, valor 16,81% acima do acumulado no período anterior – agosto/2011 a julho/2012 – US$ 13,37 bilhões. SALDO COMERCIAL - A dobradinha preços e demanda internacional por grãos, especialmente soja e milho, também contribuíram para a performance positiva da balança comercial mato-grossense, que segue superavitária e com Mato Grosso na segunda colocação do Brasil, atrás de Minas Gerais. Conforme a Fiemt, o Estado registra saldo comercial – exportações menos importações – US$ 8,94 bilhões, 18,88% acima da cifra apurada em igual momento do ano passado, US$ 7,52 bilhões. Minas somou US$ 11,94 bilhões e o Brasil fecha mais um mês em déficit de US$ 4,99 bilhões. DESTINOS – Mais de 63% da pauta de produtos de Mato Grosso tem como destino um único bloco econômico: o asiático. Dos mais de US$ 10,05 bilhões faturados até julho, US$ 6,40 bilhões vieram de negócios realizados com o continente, ou seja, 63,68%. A relação comercial é ainda 26% superior ao registrado em igual momento do ano passado. O que mais preocupa o setor produtivo, em especial, aos produtores rurais – e situação já tratada aqui no Diário - é de todos os embarques para Ásia, quase 43% foram para China, país que é o maior parceiro comercial do Estado e também do Brasil. Do faturamento com as vendas externas feitas por Mato Grosso, US$ 4,30 bilhões vieram de negócios com os chineses, o que equivale a 42,78% do total. O principal produto negociado é a soja em grão. Em segundo lugar, entre blocos, está a União Europeia com negócios de US$ 2 bilhões, ou o equivalente a 19,89% do total estadual. PRODUTOS – Mesmo perdendo espaço para o milho segunda safra, o complexo soja se mantém o carro-chefe das exportações estaduais. Até julho responde por 70,96% dos mais de US$ 10,05 bilhões faturados. O complexo (grão, óleo e farelo) soma US$ 7,13 bilhões, com alta de 7,49% nos preços negociados e de 1,23% no volume físico embarcado. Ainda nesta pauta, a soja em grão responde por 55,49% do faturamento total. Farelo e óleo operam em retração frente a igual momento de 2012, -19,38% e -41,86% em volume físico. O milho vem em segundo lugar com faturamento de US$ 1,38 bilhão, ou 13,81% do total. Em cifras o faturamento anual cresceu 257,57 e o volume embarcado, 225,21%. As carnes (bovina, aves e suínos) vêm em terceiro lugar, respondendo por 9% da pauta e receita de US$ 906,20 milhões, 28,25% de alta na comparação anual.

Edição EDIÇÃO 16968




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