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ECONOMIA
Segunda-feira, 16 de Abril de 2012, 21h:42

ENERGIA

Cemat segue impedida de reajustar

MARIANNA PERES
Da Editoria
Ainda não há previsão para que a Centrais Elétricas Mato-grossenses S.A., Cemat, aplique o reajuste médio de 2,62% aos seus mais 1,1 mil consumidores. A correção anual foi autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no último dia 3, mas a própria Aneel impediu a aplicação do novo índice que deveria ter vigorado desde o dia 8 deste mês. A Cemat está inadimplente com encargos do setor que deveriam ter sido repassados à Eletrobras. O impedimento vigorará enquanto a dívida de mais de R$ 110 milhões não for quitada. A assessoria do Grupo Rede Energia, controlador da concessionária local, informou que a dívida ainda está em negociação e que é provável que até o final do mês a alta sobre o consumo possa ser aplicada às tarifas. A assessoria da Aneel explicou ontem que a dívida tem de ser paga de forma integral e confirmou que a concessionária continua inadimplente. O impedimento por inadimplência, fato inédito, também foi estendido à Enersul, concessionária do Mato Grosso do Sul, pertencente ao mesmo grupo. Conforme a Aneel, a concessionária não pagou encargos do setor que deveriam ter sido repassados de setembro do ano passado a abril deste ano. Como explica ainda a Agência, assim que a dívida estiver quitada, a Cemat estará habilitada a aplicar o aumento, no entanto há um trâmite que precisa ser seguido e por isso entre o pagamento e o repasse do novo índice haverá intervalo de dias. “Após o pagamento, ela precisa comprová-lo e isso passa por dois setores – fiscalização e regulação – para só então ter o despacho da Aneel publicado no Diário Oficial da União. Depois da publicação, o reajuste começa a valer”. Para os consumidores da chamada “baixa tensão” – tensão abaixo de 2,3 quiloWatts/kW -, onde estão as residências, por exemplo, a alta aprovada é de 2,79%. Para consumidores da “alta tensão” – consumo entre 2,3 kV a 230 kV -, onde estão as indústrias e o comércio, por exemplo, o reajuste será de 2,17%.

Edição EDIÇÃO 16962




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