NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Segunda-feira, 15 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sábado, 16 de Janeiro de 2010, 16h:42

Câmbio baixo impõe perda de rentabilidade

A baixa cotação do dólar em relação ao real deverá decretar baixa rentabilidade ao produtor nesta safra (2009/2010). “Dificilmente os produtores terão prejuízos, mas com certeza o ganho com a soja será menor em 2010”, afirma o analista de mercado Eduardo Godoy, da AgRural. Segundo ele, “câmbio baixo significa preço baixo” ao produto. “Quando temos dólar baixo, há desestímulo por parte dos importadores e o nosso produto perde competitividade no mercado internacional”. O ideal, avalia, seria o produtor plantar e colher com câmbio no mesmo patamar. “Nesta safra, contudo, o produtor enfrentou situação adversa duas vezes: plantou com dólar caro e venderá com dólar barato”, afirma o diretor administrativo da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja), Carlos Favaro. Para Eduardo Godoy, o mercado deu várias oportunidades para que o produtor vendesse antecipadamente. “Metade da safra teve proteção de preço. Para o produtor que não travou preços no mercado futuro, a situação depende de uma recuperação do dólar ou dos preços em Chicago. “Se acontecerem as duas coisas, melhor para o produtor”. Godoy lembra que com frete em real e a formação de preço em dólar, “quanto mais fortalecido o real frente ao dólar, pior para a logística de Mato Grosso e para o frete. O real valorizado é um veneno para a nossa logística”, acentua. O analista diz que, apesar da instabilidade do câmbio e dos baixos preços em Chicago, o cenário atual está muito próximo do “ponto de equilíbrio”, onde os custos se igualam com a receita. “Se a comercialização da soja fosse hoje, os produtores ainda teriam um pequeno ganho, em torno de R$ 150 por hectare”. Na avaliação dos especialistas de mercado, com dólar abaixo de R$ 1,80 há tendência de queda na rentabilidade da cultura. Também não há recursos públicos garantidos, já que a soja é considerada pelo governo federal como a cultura de maior liquidez e margem no mercado. “O clima é de cautela”, acentua. (MM)

Edição EDIÇÃO 16962




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL