Mesmo sendo convocados várias vezes nos últimos 15 anos, nenhum representante da Câmara de Vereadores de Cuiabá com lugar cativo - se dispôs a participar dos encontros. A cada reunião, uma convocação é publicada na Gazeta Municipal, com antecedência. Como explica Cássio Caberlin, todo ano a Planta é atualizada e tem seus resultados apresentados ao Executivo que os leva ao conhecimento da Câmara, que sempre rejeita. Há uma década, isso tem sido observado. Os vereadores nunca aprovam e a arrecadação da cidade vai ficando deficitária. Ele lembra que o Executivo nunca teve força para aprovar a Planta. Houve época em que o ex-prefeito, Wilson Santos chegou a implorar em vão pela homologação dela. O vereador Lúdio Cabral (PT), único voto contrário à aprovação da Planta, diz que a Câmara obedece e sempre obedeceu ao Executivo, pois a discussão não interessa ao prefeito, vale o acordo político, a troca de cargos. É um comportamento ruim, porém, alimentado pelo Executivo. Cabral frisa que o prefeito Chico Galindo quer aumentar a arrecadação para assegurar sua condição política para uma possível reeleição. O atual grupo político está no poder há seis anos e nunca planejou a ampliação da arrecadação e agora tem pressa. Para Galindo, as acusações do petista são convenientes, eles estão de olho no cargo e tudo que for feito será criticado até lá. Cabral avisa que a coleta das assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular segue e tendas itinerantes no Centro da capital já estão recolhendo as adesões e o serviço será ampliado para porta-a-porta. São necessárias pelo menos 17,50 mil, ou 5% do eleitorado cuiabano, e tudo antes do final do ano. (MP)