ECONOMIA
Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013, 20h:25
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JANEIRO
Cai intenção de consumo das famílias
VITOR ABDALA
Da Agência Brasil Rio
Os brasileiros começaram 2013 com a intenção de consumir menos do que em 2012. Segundo pesquisa divulgada ontem pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), houve queda na intenção de consumo das famílias de 3,3% em janeiro deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a CNC, o nível de endividamento continua elevado, assim como há menos otimismo em relação ao mercado de trabalho. De acordo com o economista Bruno Fernandes, no início de 2012 havia outros fatores que estimulavam o consumo. Houve alguns fatores pontuais que tivemos naquele momento e não temos agora. Um deles é a isenção do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] para a linha-branca e para veículos, a partir de dezembro de 2011. E isso trouxe otimismo às famílias visto que se tinha um incentivo ao consumo, explicou o economista. Em outro sentido, o reajuste do salário mínimo neste ano será menor. Nós tivemos aumento nominal de 14% no ano passado. Agora, será em torno de 9%. Aliado a isso, há uma perspectiva de inflação mais alta no início deste ano, disse. Entre os indicadores avaliados na pesquisa, as maiores quedas foram observadas na perspectiva de consumo para os próximos três meses (-7,8%) e momento para adquirir bens duráveis (-7,1%). A confiança em relação ao emprego atual caiu 3,2%, devido a incertezas em relação à economia. O único dos sete indicadores que apresentou alta em relação a janeiro de 2012 foi o relativo à renda atual - 0,3% - que, segundo Bruno Fernandes, mostra que os consumidores brasileiros continuam tendo ganho de renda. Segundo a pesquisa, a intenção de consumo caiu mais nas famílias com renda maior do que dez salários mínimos (-5,6%). Para as famílias com renda até dez salários, a intenção caiu 3%. CRESCIMENTO O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) registrou crescimento, em novembro, de 0,4% em comparação ao mês anterior. É o segundo mês consecutivo em que o indicador, que serve para mostrar a tendência de crescimento da economia, tem elevação. Em relação a novembro de 2011, houve crescimento de 2,67%, de acordo com o índice sem ajustes para o período, considerado o mais adequado para esse tipo de comparação. No ano, até novembro, o IBC-Br cresceu 1,28% e, em 12 meses, 1,32%. O acompanhamento do IBC-Br é considerado importante pelo BC para que haja maior compreensão da atividade econômica. Esse acompanhamento também contribui para as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), que realizou a segunda reunião e divulga no início da noite a tendência de juros para o próximo período, que deve ser mantido em 7,25% ao ano. No fim do ano, o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Hamilton Araújo, indicou que o ritmo de crescimento da economia previsto para este ano não gera desequilíbrios, como pressões inflacionárias. De acordo com o Relatório de Inflação, divulgado por ele, a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, no período de quatro trimestres encerrado em setembro de 2013 é 3,3%.