NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

ECONOMIA
Quarta-feira, 29 de Junho de 2011, 20h:52

INFLAÇÃO OFICIAL

BC eleva sua projeção para 5,8% neste anos

Segundo o Relatório Trimestral da Inflação, a projeção para o próximo ano passou de 4,6% para 4,5%

KELLY OLIVEIRA
Da Agência Brasil – Brasília
O Banco Central (BC) aumentou a projeção para a inflação oficial neste ano. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,2 ponto percentual, para 5,8%, segundo o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado ontem. A projeção para 2012 passou de 4,6%, no relatório anterior, para 4,8%. Apesar do aumento das estimativas de inflação para 2011 e 2012, o BC prevê que no ano que vem o índice estará mais próximo do centro da meta, que é 4,5%. Essa meta tem ainda margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Segundo o relatório, a estimativa de inflação menor no próximo ano reflete efeitos de medida adotada em dezembro de 2010 de aumento dos depósitos compulsórios dos bancos no BC, retirando assim recursos de circulação. Também influenciaram a projeção as elevações da taxa básica de juros, a Selic, nas últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Nesse cenário, a probabilidade estimada de a inflação ultrapassar o limite superior do intervalo de tolerância da meta (6,5%) em 2011 é 22% e em 2012 fica em torno de 14%. Além dessas projeções do chamado cenário de referência, o relatório do BC traz estimativas do cenário de mercado, feitas com base em expectativas de analistas do mercado financeiro consultados pelo BC para a Selic e a taxa de câmbio. Nesse cenário, a previsão para a inflação medida pelo IPCA neste ano é a igual à do de referência (5,8%). Para 2012, a previsão é 4,9%, 0,1 ponto percentual acima da do cenário de referência. CRESCIMENTO O Banco Central (BC) manteve a estimativa de crescimento da economia neste ano. A previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, permanece em 4%, segundo o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado ontem. O BC avalia que a economia está em um novo ciclo de expansão, após a recuperação da crise financeira internacional de 2008 e 2009, “em ritmo de crescimento mais condizente com taxas sustentáveis no longo prazo, e que devem levar à diminuição do descompasso existente entre o crescimento da absorção doméstica [demanda por bens e serviços] e a capacidade de expansão da oferta”. SALÁRIOS Os aumentos salariais oferecem riscos para a trajetória da inflação, segundo análise do Banco Central. No relatório, o BC avalia como “um risco muito importante para a dinâmica dos preços ao consumidor” a perspectiva de aumento dos salários dos trabalhadores. O Banco Central lembra que haverá concentração de negociações salariais no segundo semestre, “quando a inflação acumulada em 12 meses se encontrará em níveis próximos ao limite superior do intervalo de tolerância [6,5%]”. Entretanto, o BC destaca que a inflação em 12 meses tende a recuar a partir do último trimestre deste ano. “Além disso, os aumentos previstos para o salário mínimo nos próximos anos podem impactar direta e/ou indiretamente a dinâmica dos preços ao consumidor.” O Banco Central destaca ainda que “o aquecimento no mercado de trabalho leve à concessão de aumentos reais dos salários em níveis não compatíveis com o crescimento da produtividade, o que, de acordo com algumas evidências disponíveis, aparentemente tem ocorrido em certos setores”. Segundo o BC, em ambiente de demanda por produtos e serviços aquecida, aumentos de salários tendem a ser repassados aos preços ao consumidor. No relatório, a autoridade monetária também avalia que há “resistências importantes à queda da inflação no Brasil”. “Mecanismos de indexação de preços, mesmo que informais, reduzem a sensibilidade da inflação às flutuações da demanda”.

Edição EDIÇÃO 16961




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL