ECONOMIA
Quinta-feira, 27 de Junho de 2013, 20h:21
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PARA 2013
BC eleva previsão de inflação de 5,7% para 6% em relatório
Na análise da equipe econômica, atual cenário tem probabilidade de mais alta
A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve chegar a 6%, este ano. Essa estimativa foi divulgada ontem pelo Banco Central (BC), no Relatório de Inflação, divulgado trimestralmente. A projeção anterior era 5,7%. Para 2014, a estimativa é que a inflação fique em 5,4%, ante 5,3% previstos anteriormente. No caso da inflação acumulada em 12 meses no final do segundo trimestre de 2015, a estimativa é 5,5%. Essas estimativas são do cenário de referência, feito com base na taxa básica de juros, a Selic, no atual patamar (8% ao ano) e dólar a R$ 2,10. O BC também divulga estimativas do cenário de mercado, em que são utilizadas projeções de analistas de instituições financeiras para a taxa Selic e câmbio. Nesse caso, a estimativa para a inflação, este ano, é 5,8%, a mesma projeção divulgada em março. Para o próximo ano, a estimativa desse cenário é que a inflação fique em 5,2%, ante 5,1% previstos anteriormente. A projeção para a inflação acumulada em 12 meses no final do segundo trimestre de 2015 é 5,3%. Todas as estimativas para a inflação estão acima do centro da meta que é 4,5%. Essa meta tem ainda margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Cabe ao BC perseguir a meta de inflação. O principal instrumento que influencia a atividade econômica e, por consequência, calibra a inflação, é a taxa Selic. Com a alta da inflação no país, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC aumentou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, em abril, e em 0,5 ponto percentual, em maio. De acordo com o Relatório de Inflação, no cenário de referência, a probabilidade de a inflação ultrapassar o limite superior da meta subiu de 25% para 29%, este ano. Para 2014, essa probabilidade também subiu, de 24% para 25%. O BC - Apesar da tendência de alta dos preços no curto prazo, a inflação está sob controle no país, avaliou o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo. A inflação em 12 meses ainda apresenta tendência de elevação no curto prazo e o balanço de riscos para o cenário se apresenta desfavorável, disse. Mas, para o diretor, a inflação no Brasil está sob controle e vai continuar sob controle. Para tentar conter a alta dos preços, o Copom do BC elevou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, em abril, e intensificou o ajuste em maio, quando os juros básicos subiram 0,5 ponto percentual para 8% ao ano. Segundo o diretor, em momentos como o atual, a política monetária deve se manter especialmente vigilante, de modo a minimizar riscos de que níveis elevados de inflação como o observado nos últimos doze meses persistam no horizonte relevante. O diretor ressaltou que inflação baixa e estável é uma pré-condição para o crescimento sustentável do país. Segundo ele, a inflação elevada reduz a confiança de famílias, investidores e empresários e o horizonte de planejamento. Araújo citou ainda a redução do emprego, da renda e do consumo, além de haver maior concentração de renda, em períodos de alta da inflação. Araújo disse ainda que a experiência brasileira mostra que nos períodos com inflação elevada houve menor crescimento econômico. De 1980 a 1985, com a inflação média anual em 147,1%, a variação real do Produto Interno Bruto (PIB) ficou em 2,6% (média). Já entre 2004 e 2012, com inflação a 5,5%, o PIB cresceu 3,9%, na média.