ECONOMIA
Quinta-feira, 16 de Maio de 2013, 20h:52
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INFLAÇÃO
BC diz que fará tudo para reduzir
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse ontem, ao abrir o 15º Seminário Anual de Metas para a Inflação, no Rio, que o Banco Central (BC) está vigilante e fará o que for necessário para colocar a inflação em declínio no segundo semestre e que essa tendência persista no próximo ano. Segundo Tombini, o BC já está agindo nessa direção e vai continuar combatendo a inflação. A inflação, nos próximos meses, vai cair, vai ser menor do que foi nos quatro primeiros meses. Ele ressaltou que a instituição vai consolidar uma inflação mais baixa este ano e em 2014. Já subiu os juros em abril e vai continuar trabalhando nesse sentido, disse em entrevista à imprensa. É nesse processo que nós estamos embarcados hoje, completou. Indagado como combater a inflação com juros diante de uma taxa inflacionária de 6,49% nos últimos 12 meses, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos quais 60% são provocados por alimentos, o presidente do BC indicou que a inflação já está caindo no atacado. Nos próximos três meses, nós teremos inflação mais baixa no nível do consumidor. Em maio, junho e julho, nós veremos inflação mais baixa, refletindo a queda no preço de alimentos, em geral. Ele reiterou que o BC está trabalhando para consolidar esse processo de queda da inflação ao longo de 2013 e no próximo ano. Tombini não quis falar se haverá uma nova elevação dos juros, dentro do esforço de combate à inflação, sinalizando que em duas semanas será definida a nova taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. Vamos ter que aguardar até lá para isso, disse. Insistiu que o que nós queremos, além de uma inflação mais baixa nos próximos meses, nós queremos consolidar um processo de inflação mais baixo ao longo de 2013 e no próximo ano. O presidente do BC avaliou que o mercado interno continua sendo uma base para o consumo e contribui para a expansão do investimento no país. Os dados do primeiro trimestre mostrarão, segundo ele, uma recuperação significativa do investimento, após quatro trimestres de queda. Disse que o investimento já está se recuperando no Brasil. Investimento também é mercado doméstico. Nós estamos vendo uma recuperação desse investimento no curto prazo e vamos acompanhar esse processo, para ver se ele se sustenta ao longo do ano. Tombini avaliou como positivo o aumento de 0,72% em março do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado ontem. O crescimento de 1,05% do índice no primeiro trimestre significa, em dados anualizados, um incremento de 4,25% da atividade econômica.