ECONOMIA
Quarta-feira, 07 de Julho de 2010, 20h:39
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FGTS
BB inicia financiamento de imóveis
O Banco do Brasil formalizou ontem assinatura dos primeiros contratos de financiamento para pessoas físicas com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Nessa operação, as unidades financiadas são de empreendimentos habitacionais localizados em Sorocaba e São Bernardo do Campo, no Estado de São Paulo. As operações contemplam famílias com renda de até R$ 4,9 mil, que contam com prazo de até 30 anos para quitar o financiamento da sua casa própria. O cliente que for cotista do Fundo há mais de três anos tem redução automática de 0,5% na taxa de juros anual, que é definida em função da renda do tomador e pode variar entre 5% e 8,16% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR). Atualmente, o BB financia imóveis novos para famílias com faixa de renda entre três e 10 salários mínimos. O empreendimento em Sorocaba é construído pela Cyrela em parceria com a Construtora Plano e Plano. Na primeira fase do projeto, foram construídos 176 apartamentos, mesmo número de unidades previstas para a segunda fase do empreendimento. As unidades financiadas pelo FGTS em Sorocaba foram avaliadas em até R$ 100 mil, valor limite para o município. Em São Bernardo do Campo, os contratos devem financiar as obras do residencial Vila Borghese, que acaba de ser concluído pela Mbigucci no bairro Demarchi. O empreendimento contempla seis torres com 192 unidades, que podem ser comercializadas por até R$ 130 mil, valor limite para a cidade de São Paulo e sua região metropolitana. FUNDOS A captação líquida dos fundos de investimento em junho foi de R$ 4,8 bilhões, o que levou o valor acumulado no primeiro semestre do ano a alcançar R$ 39,1 bilhões, desempenho 45,9% superior ao observado no mesmo período de 2009, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). A indústria de fundos registrou captação líquida positiva em todos os meses do primeiro semestre, o que não ocorria desde 2003. Com o resultado de junho, o setor também registra 12 meses consecutivos de captação líquida positiva. Apesar do desempenho negativo da renda variável em junho, com recuo de 3,35% do Ibovespa e de 4,71% do IBrX, o destaque de rentabilidade ficou por conta dos fundos de Ações Small Caps, que acumularam 3,72% no mês. Neste mesmo período, o Índice Small Cap (SMLL) acumulou 3,02%. No acumulado do ano, a maior rentabilidade foi a dos fundos Multimercados Estratégia Específica, que valorizaram 6,52% no período. No acumulado em 12 meses, os fundos de Ações Small Caps também se destacaram, com rentabilidade de 55,69%. A categoria renda fixa acumulou captação líquida de R$ 26,4 bilhões no primeiro semestre. Com exceção dos fundos Referenciado DI e FIDC, todas as demais categorias registraram captação líquida positiva no período. Os fundos de ações apresentaram captação líquida positiva de R$ 2,7 bi.