ECONOMIA
Terça-feira, 07 de Fevereiro de 2012, 19h:49
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AMAGGI
Aval internacional
Relatório que serve como guia de megainvestidores coloca o grupo mato-grossense André Maggi como líder do seu setor em transparência ambiental
Lançada ontem em Londres, a terceira edição do relatório anual Forest Footprint Disclosure (FFD) colocou o grupo mato-grossense André Maggi como líder no seu setor no que diz respeito ao empenho e abertura a monitoramentos ambientais. O FFD é uma espécie de guia para um grupo dos maiores fundos de investimentos do mundo, que, juntos, administram US$ 7 trilhões. O aval do relatório abre portas para as empresas, já que estes fundos só investem em companhias cujas práticas são aprovadas pelo FFD. No lançamento ontem, o relatório elogiou o crescente número de empresas que aceitaram abrir suas informações, saudando a adição de grandes marcas como Johnson & Johnson, Tesco e Walt Disney. Segundo informou o jornal Folha de S.Paulo, das 357 empresas que receberam solicitação do FFD para revelar suas práticas em relação à floresta, apenas 87 aceitaram. No Brasil, das 18 convidadas, apenas cinco se propuseram entre elas o Grupo André Maggi. O aval é o reconhecimento do esforço do grupo mato-grossense, que em 2006 foi alvo de duras críticas de ongs ambientalistas por, supostamente, incentivar o desmate na floresta. O principal nome do grupo, o hoje senador Blairo Maggi (PR), chegou a ser eleito o Motosserra de Ouro pelo Greenpeace. O diretor do Barclays Capital, Theodore Roosevelt IV, disse, em nome dos investidores, que é necessário agir para manter o capital natural do mundo. Empresas líderes em todo o mundo perceberam que eliminar o desmatamento de suas operações e cadeias de suprimentos melhora sua sustentabilidade e resiliência. E perceberam também que isso faz sentido nos negócios, afirmou Roosevelt. O Grupo André Maggi foi eleito o líder no setor chamado Farming and Fishing, ou Agricultura e Pesca. Com a crescente atenção mundial sobre o uso da terra (...), este setor precisa de uma estratégia clara de comunicação, diz o relatório. O mundo precisa saber como ele vai responder a estes desafios no contexto das mudanças climáticas e outros riscos-chave. (...) E nós saudamos os que estão dispostos a abrir seus processos para análise. O Grupo André Maggi é completamente alinhado com os critérios de transparência da FFD para a proteção das florestas. Aplaudimos esta iniciativa e estamos orgulhosos de ser reconhecidos como o líder da nossa categoria, afirmou Waldemir Ival Loto, CEO do Grupo André Maggi. Algo que também chama à atenção, embora pelo lado negativo, foi a recusa de empresas do setor de energia em abrir suas informações. O relatório cita nominalmente a Petrobras, a Britshi Petroleum, Chevron, ExxonMobil, ConocoPhillips, Royal Dutch Shell, Total e Valero Energy.