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ECONOMIA
Segunda-feira, 07 de Junho de 2004, 19h:59

VIAGEM 2

Ásia é mercado preferencial, diz Furlan

Secretário diz que no próximo ano já será visível o resultado da visita mato-grossense à China e Japão

MARIANNA PERES
Da Reportagem
"O mercado asiático é alvo preferencial para as exportações Mato-grossenses. Temos de nos curvar às evidências de que, por um longo tempo, seremos fornecedores de produtos primários, bem como de beneficiados - carnes em cortes e cozidas, farelo e óleo de soja degomado, ao mercado chinês", aponta o secretário de Industria, Comércio, Mineração e Energia, Alexandre Furlan. Em cinco anos as vendas externas de Mato Grosso para China aumentaram seis vezes, enquanto que para a União Européia, o crescimento foi de duas vezes e meia. Como resultado da viagem da comitiva estadual à Ásia, o secretário aponta - sem projetar cifras ou percentuais - que no próximo ano, as exportações refletirão o resultado das visitas. "Acredito que os setores alvos dos chineses serão as carnes, couro, madeira, algodão, álcool e açúcar". Nos primeiros quatro meses de 2004, as exportações para China registraram evolução de 30%, sobre o mesmo período do ano passado e somam US$ 118 milhões. O secretário, destaca que mesmo desenvolvendo projetos que atraiam indústrias para Mato Grosso, com o objetivo de verticalizar e agregar valor à produção, "na China o desenvolvimento é extraordinário, eles precisam alimentar mais de 1,3 bilhão de pessoas e gerar emprego", completa. Além de mostrar os potenciais e a disposição em realizar negócios com os chineses, a missão estadual, teve o objetivo de atrair capital estrangeiro para ser aplicado na infra-estrutura do Estado. Segundo Furlan, um dos principais contatos com o conglomerado China Railway, que atua no segmento de estradas e rodovias. "O governador Blairo Maggi apresentou os modais e a logística para o escoamento da produção de Mato Grosso. Como a China, é consumidor em potencial dos nossos produtos, mostramos que os investimentos reduziram custos, que poderiam ser revertidos também no mercado interno chinês. Para alguns grupos financeiros, há a proposta de troca de investimentos pelas nossas commodities", explicou o secretário. O resultado prático da tentativa de atrair investimentos chineses poderá ser sinalizada daqui a alguns meses, pois os potenciais investidores querem conhecer os projetos de infra-estrutura e os valores pretendidos. Durante outra coletiva, o governador Blairo Maggi citou, que um dos prováveis projetos a serem apreciados será a ligação entre as ferrovias Norte e Sul e a Ferronorte, ligando Mato Grosso aos portos de Itaqui (MA) e Santos (PR). "Este foi um aspecto muito discutido com os chineses, pois esta integração transforma deixa nossos produtos mais competitivos", frisou o governador. Assim como representantes de vários setores da economia estadual, Furlan foi taxativo ao dizer, que "não fomos lá para fazer negócios e sim mostrar que eles têm um endereço para bater. Apesar de não existir a intenção, não há dúvidas de que voltamos de lá (China e Japão) com perspectivas de negócios, pois a base de relações foi ampliada", explicou Furlan. A missão visitou a China e o Japão entre os dias 21 de maio e 3 de junho.

Edição EDIÇÃO 16967




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