ECONOMIA
Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011, 18h:51
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PECUÁRIA
Arroba e varejo ainda distantes
As duas pontas da cadeia produtiva da carne bovina continuam em desvantagem quando o assunto é a valorização do produto para o consumidor final e o de desvalorização para o produtor na hora da venda do seu gado. É o que se observa na desvalorização do preço da arroba e na outra ponta no preço da carne bovina vendida nas gôndolas dos supermercados e nos açougues. Desde o pico de outubro de 2010, os preços da arroba do boi gordo, em Mato Grosso, registraram, até setembro deste ano, queda de 13,7%, já no varejo o recuo nos preços em Cuiabá foi de apenas 2,2%. Quando cotamos o preço do bife para o consumidor no período de agosto a setembro deste ano, o aumento no varejo foi de 6,2%. O preço da carne de setembro de 2010 a setembro de 2011 aumentou 18,95% e de janeiro de 2010 a setembro de 2011, 25,24%. Não existe uma explicação técnica para esse aumento no preço da carne nesse período do ano, que muitos alegam ser motivado pela chamada entressafra, disse o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari. Ele explica que a arroba teve uma desvalorização e a entressafra, que seria a diminuição de oferta de boi gordo, não existiu, pelo contrário, a oferta de gado foi suficiente para atender à demanda. Para Vacari, o aumento nos preços da carne para o consumidor final continua sendo uma política do varejo injusta e prejudicial ao consumidor. Essa diferença fica ainda mais marcante quando observamos a variação acumulada, a partir de fevereiro de 2005, observada através de um levantamento feito pelo Instituto Mato-grossense de Econômica Agropecuária (Imea). A valorização no preço pago ao pecuarista foi de 73,73%, enquanto que o aumento da carne bovina nos supermercados no mesmo período foi de 145,82%, resultando em uma diferença na valorização nos dois elos da cadeia no acumulado do período de 72 pontos percentuais.