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ECONOMIA
Segunda-feira, 28 de Abril de 2008, 20h:48

TELEFONIA

Aquisição da Brasil Telecom não traz mudanças ao Estado

Nenhuma alteração está anunciada, pois contrato assinado depende de parecer da Anatel e do Cade

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
Pelo menos por enquanto, a aquisição da Brasil Telecom pelo grupo Oi não trará mudanças imediatas aos clientes mato-grossenses. Ontem, a assessoria de imprensa das duas operadoras informou ao Diário que “ainda é cedo” para dizer se ocorrerá alguma mudança na forma de atuação das companhias nos próximos meses. “A decisão acaba de ser anunciada e a empresa ainda não tem um posicionamento oficial. A princípio nada muda para os usuários mato-grossenses”, disse a Brasil Telecom em Mato Grosso, por meio da assessoria. “Até que uma orientação seja passada, a Telecom continuará atuando da mesma forma”. A assessoria de imprensa da Oi, no Rio de Janeiro, também informou que ainda não há mudanças para os clientes da empresa. “O negócio já foi concretizado, mas depende ainda de aprovação pelos órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)”. “Por enquanto, nada muda para os usuários da BrT ou da Oi”, reforça a Oi. O contrato assinado entre Oi e BrT prevê que duas condições sejam cumpridas para o sucesso do negócio. A primeira é que a Anatel aprove a aquisição em até 240 dias. Além disso, deve ocorrer uma oferta pública de compra de ações ordinárias da BrT em circulação no mercado. O fechamento desta última operação deve ocorrer em até dez dias depois da aprovação da Anatel. Com a aquisição, a Oi será a 30ª maior empresa do mundo em valor de mercado, com a meta de atingir 110 milhões de clientes. O negócio representa um marco na integração e na convergência tecnológica do mercado mais importante da América Latina, o Brasil. O valor da participação a ser adquirida é de R$ 5,86 bilhões. A assessoria de imprensa informou que a compra da Brasil Telecom pela Oi cria uma plataforma brasileira de telefonia com capacidade para competir em igualdade de condições com os players – outros agentes do mesmo segmento - multinacionais que atuam no país. A concorrência se intensificará principalmente na área de telefonia celular, com o surgimento da quarta operadora com presença nacional, e no mercado corporativo. EXPANSÃO - Em um prazo de cinco anos, a nova companhia terá porte para expandir suas operações para Europa, África e América Latina, com estimativa de poder alcançar 30 milhões de clientes no mercado internacional, totalizando 110 milhões de acessos no Brasil e no mundo. “O resultado da operação é muito positivo. Os consumidores ganham com o aumento da competição em vários mercados. O país ganha por contar com um grupo estruturado para crescer e se expandir internacionalmente. Os acionistas ganham por participar de uma empresa maior e mais forte”, afirma o presidente da Oi, Luís Eduardo Falco. Ele acredita que, com a criação da nova empresa, a competição no mercado de telecomunicações de telefonia será fortalecida e haverá maior equilíbrio no setor. Como comprova estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o negócio não gera efeito concentrador no mercado de telefonia fixa, já que as duas empresas operam em áreas distintas e são complementares. A concorrência se intensificará, principalmente, nos mercados corporativos e de telefonia celular. Atualmente a empresa já está entre as 15 companhias de serviços de telecomunicações no mundo com maior percentual da receita investido. O objetivo é posicionar-se entre as 10 empresas mundiais mais inovadoras do setor de serviços de telecomunicações, atendendo de forma competitiva às necessidades de comunicação do país.

Edição EDIÇÃO 16962




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