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ECONOMIA
Sexta-feira, 24 de Agosto de 2012, 20h:45

COOPERATIVISMO

Aprosoja/MT quer adesões

Meta da entidade é criar, pelo menos uma associação agrícola em cada núcleo de MT

MARIANNA PERES
Da Editoria
Sojicultores mato-grossenses cooperados tiveram ganhos 44% superiores em comparação aos que atuaram isoladamente. A rentabilidade foi de seis sacas a mais por hectare dos cooperados frente aos não cooperados. As informações foram obtidas com base nos dados da safra 2010/11. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) quer incentivar as adesões. Projeções da própria entidade indicam que o percentual de produtores que atuam em cooperativas agrícolas no Estado deve dobrar em um curto espaço de tempo. O presidente da Aprosoja/MT, Carlos Fávaro, destacou que a entidade quer mudar esta realidade e o objetivo, no longo prazo, é que em cada um dos 22 núcleos que a Aprosoja/MT possui no interior exista, pelo menos, uma cooperativa agrícola de produtores. “Desde outras diretorias estamos buscando um novo modelo e encontramos o caminho. Reunimos vários parceiros para apresentar aos produtores esta nova forma de atuar na atividade, de fazer negócios, onde cada um é responsável pela sua compra, pelo seu crédito, mas a cooperativa traz para eles os benefícios fiscais e o ganho em escala”, afirmou Fávaro. Entre os parceiros citados por Fávaro estão a Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado de Mato Grosso (OCB-MT), o Sicredi, a consultoria Prado Suzuki & Associados, o Instituto Pró-Governança e o especialista em cooperativismo, professor de economia e gestão do agronegócio da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, Fábio Chaddad. Pesquisa realizada com 4.331 associados da Aprosoja/MT apontou que, na safra 2010/2011, 13% dos produtores de soja participavam de cooperativas. Juntos, eles plantavam 26% das lavouras do grão. A aposta da associação é em cima dos novos grupos de produtores que participaram recentemente do Seminário de Cooperativismo realizado no município de Sorriso (460 quilômetros ao norte de Cuiabá), nos dias 22 e 23 de agosto. Segundo o gerente de Planejamento da Aprosoja, Cid Sanches, sete grupos de produtores das cidades de Lucas do Rio Verde, Querência, Canarana, Tapurah, Sinop, Campos de Júlio e Alto Garças estão interessados em implantar cooperativas agrícolas ou reformular os modelos existentes nestas regiões. “Tivemos um bom retorno destes grupos que participaram do seminário e muitos, inclusive, devem iniciar ainda este ano as cooperativas agrícolas”. Durante o seminário, os produtores puderam conferir os diversos benefícios de se atuar em cooperativas. A palestra do professor Fábio Chaddad apresentou que, enquanto nos Estados Unidos há 2.473 cooperativas agrícolas, com um total de 2,4 milhões de associados, no Brasil este número é de 1.548, com 943 mil integrantes. “Os ganhos vão desde defender a margem do produtor, com compra de insumos mais baratos, até atuar na defesa dos interesses do setor, como, por exemplo, logística, processamento e industrialização, agregando valor aos produtos agrícolas”, ressaltou Chaddad. Chaddad reforçou ainda que os produtores se tornarão cada vez menos dependentes das tradings ao se reunirem em cooperativas e conseguirão estar preparados para a volatilidade do mercado. “Os pequenos e médios terão condições de ‘surfar’ melhor nesta onda de crescente volatilidade do mercado de grãos, com informação e conhecimento”, exemplificou o especialista. NOVO MODELO – Ao contrário do modelo paternalista das décadas de 70 e 80, o sucesso de uma cooperativa nos tempos modernos depende de gestão operacional profissional, capital social e governança.

Edição EDIÇÃO 16961




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