Após 52 dias, auditores decidem voltar ao trabalho
Depois de 52 dias parados, os auditores fiscais da Receita Federal do Brasil decidiram ontem, em assembléia, voltar ao trabalho na segunda-feira. A paralisação foi suspensa com a condição de que o governo federal volte à mesa de negociação conforme foi prometido esta semana pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Caso não haja avanço nas negociações, os auditores fiscais garantem que voltam a cruzar os braços no dia 1º de junho. A categoria considera que este é um tempo suficiente para que o governo possa avaliar as reivindicações dos auditores. Até às 19h30 de ontem, a apuração parcial dos votos da assembléia mostrava que 83,12% dos auditores votaram a favor do fim da greve. Tinham sido apurados os votos de 79 das 93 delegacias e representações sindicais nos estados. Mas o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco) adiantou que os votos restantes não são suficientes para reverter a decisão. Na última terça-feira, o comando de greve esteve reunido com Paulo Bernardo, que se dispôs a negociar os critérios de avaliação e promoção dentro da carreira. Mas o ministro afirmou na ocasião que não deu garantias aos auditores de que poderá avançar na proposta financeira. Ele também garantiu que os dias parados serão descontados. A Receita Federal do Brasil avisou, em nota publicada em sua página na internet, que as faltas dos auditores ocorridas no período de 9 a 30 de abril serão processadas e descontadas na folha de pagamento de maio. Pressionado, o comando de greve encaminhou à assembléia um indicativo pelo fim da greve.