ECONOMIA
Sábado, 22 de Dezembro de 2007, 13h:30
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CENTRO-OESTE
Aporte de R$ 400 milhões
Volume de recursos da Secretaria de Desenvolvimento
da região será 5 vezes maior que o liberado em 2007
TANIA NARA MELO
Da Reportagem
A Secretaria de Desenvolvimento do Centro-Oeste (SCO), responsável por programas e ações na macrorregião, comemora os números de 2007 e anuncia que para o próximo ano terá um aporte de recursos estimado em torno de R$ 400 milhões. O secretário José Antônio Totó Parente ressalta que o orçamento para 2008 é cinco vezes maior do que o disponibilizado no atual exercício, o que possibilitará uma atuação ainda mais ampla da secretaria em várias frentes para o desenvolvimento do Centro-Oeste brasileiro. De acordo com Totó Parente, o foco é para projetos de obras estruturantes nos municípios da região e para o Programa de Arranjos Produtivos Locais (APLs), que identifica as vocações econômicas de uma determinada localidade e organiza toda a cadeia produtiva da atividade. Mato Grosso deverá ter uma ampliação significativa no número de municípios beneficiados. Em relação ao Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), o volume de recursos deve girar em torno de R$ 2,8 bilhões, sendo que a Mato Grosso caberá um total de R$ 750 milhões. O secretário destaca que este ano o fundo passou por um processo de flexiblização de regras e descentralização das operações, medidas estas que ajudaram a "destravar" o FCO. No primeiro caso as medidas resultaram em aumento nos limites de financiamento, de R$ 4 milhões para R$ 10 milhões e de R$ 40 milhões para R$ 100 milhões, no caso de projetos estratégicos como também na liberação de recursos para capital de giro. A descentralização significou a admissão de novas instituições financeiras no repasse dos recursos do FCO, antes operados exclusivamente pelo Banco do Brasil. Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul o novo agente passou a ser o Sicredi; em Goiás, a Agência de Fomento e, no Distrito Federal o BRB. O secretário acredita que a atuação do Sicredi deve agilizar a tramitação do processo e da liberação dos recursos, já que ele vai dar prioridade ao FCO, o que não ocorria anteriormente com o Banco do Brasil. Aliás, uma das mais freqüentes reclamações dos empresários. A mudança dará maior agilidade e atenderá melhor os micro e pequenos empresários. Totó Parente ressalta que os micro e pequenos empresários foram contemplados em 2007 com maior volume de recursos para capital de giro. Pelo menos metade dos recursos direcionados aos micro e pequenos empresários, que totalizam 51% dos atendidos pelo FCO, foram para aplicação em capital de giro. As taxas de juros vão de 5% a 11%, o índice maior é para as chamadas grandes empresas. A inadimplência considerada baixa pelo secretário, pois não chega a 2%. CONFIANÇA Para Totó Parente, o melhor desempenho da SCO em 2007 foi possível graças ao apoio recebido do ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima e da confiança demonstrada pelos parlamentares e governadores. O apoio da bancada do PMDB e a confiança que recebemos dos parlamentares através de suas emendas e também dos governadores foram fundamentais para que pudéssemos empreender uma dinâmica maior à secretaria.