ECONOMIA
Segunda-feira, 12 de Março de 2001, 19h:27
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PECUÁRIA
Americanos se interessam por MT
Investimentos na área de engenharia genética animal estimularam a visita de uma comitiva, com 20 integrantes, do Estado norte-americano de Ohio a Mato Grosso. As perspectivas de negócio animaram o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alcides Tápias, que se propôs a dar subsídios ao Estado na empreitada. A comitiva, presidida pelo secretário de Agricultura daquele Estado, Fred Daily, conheceu a fazenda Rio Preto, de propriedade de Romão Flor e Sebastião Flor, uma das maiores e mais produtivas de Mato Grosso, localizada nas proximidades do município de Porto Alegre do Norte. O interesse do americano é conhecer a agricultura e a pecuária do Brasil, com o objetivo de implantar a tecnologia genética no rebanho nacional, agregando qualidade ao país que possui o maior rebanho do mundo. O Brasil é dono de 165 milhões de cabeças. De acordo com secretário de Indústria, Comércio e Mineração, Carlos Avalone, há uma preocupação dos países detentores de know-how tecnológico com relação aos países criadores dos maiores rebanhos mundiais. Países desenvolvidos sabem que, num futuro próximo, não vão poder competir conosco em produção, avaliou o secretário, que ressaltou o interesse desses países em se tornarem parceiros do Brasil, tornando-se compradores da carne brasileira. Mato Grosso possui hoje o terceiro maior rebanho do país, com 18,8 milhões de cabeças, das quais 95% são gado de corte, o que faz do Estado o segundo colocado nessa classificação, perdendo apenas para Mato Grosso do Sul. O cruzamento industrial já está sendo realizado em Mato Grosso, com o objetivo de garantir mais qualidade ao rebanho local, para que tenha maior competitividade no mercado exterior. Produtores locais experimentam uma nova espécie de gado, proveniente de 50% do gado zebuíno com a mesma proporção genética do gado europeu, possibilitando a junção da rusticidade zebuína, capaz de se adaptar em diferentes climas, com a qualidade do rebanho europeu. Visitas como essa sempre acabam gerando retorno, criando situações reais de negócio. Somos um Estado que precisa de capital, disse Avalone, apontando a importância da parceira com grupos internacionais.