ECONOMIA
Sábado, 25 de Julho de 2009, 12h:47
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MELHORES E MAIORES
Amaggi: 2ª em crescimento
Guia Exame deste ano coloca trading mato-grossense no topo da lista, com expansão de 64% em ano adverso
MARIANNA PERES
Da Editoria
Desde que estreou no cenário nacional ao fazer parte do ranking das 500 maiores empresas do Brasil, a trading mato-grossense, Amaggi, holding do Grupo André Maggi, não saiu mais da seleção elaborada pela revista Exame. Mais do que se manter, a empresa conquistou avanços anuais. Depois da chegada ao Guia Melhores e Maiores em 2003, outros dois balanços anuais servem de marco: a chegada em 2007 ao clube do bilhão, ao faturar US$ 1,14 bilhão e encerrou 2008, ano marcado pela adversidade, com o segundo maior crescimento no País em vendas no setor de atacado, ao registrar 64%. A Amaggi é a maior empresa privada de Mato Grosso. A Edição deste ano revisou o faturamento em dólares do exercício 2007, para baixo, de US$ 1,14 bilhão para US$ 949,6 milhões, o que permite a expansão de 64% em volume de vendas de um ano para o outro. Em pleno ano de crise 2008 - que mudou o rumo da economia global e mexeu justamente com o poder de consumo das grandes nações, a Amaggi, com 75,3% de sua receita originada nas exportações de grãos, obteve faturamento de US$ 1,55 bilhão. A holding pertencente à família do governador Blairo Maggi - está sediada em Rondonópolis, 210 quilômetros ao sul de Cuiabá -, gerou US$ 26,3 milhões em impostos e quitou uma folha de pagamento mais impostos na ordem de US$ 14,4 milhões aos seus 938 empregados. Classifica no setor de atacado, a Amaggi, dentro da seleção das 500 maiores do Brasil, ficou à frente de empresas de renome internacional dos setores energia, farmacêuticas, siderurgia, telecomunicações, autoindústria, de bens de capital e de consumo e também de química e petroquímica, assim como empresas de capital estrangeiro. Entre as 500 empresas por faturamento, a Amaggi, 100% de capital nacional, obteve a 114ª posição, avançando 80 colocações em relação ao anuário passado, onde figurou na 194ª posição. A primeira colocada é a Petrobrás, com faturamento de US$ 92,40 bilhões e crescimento anual de 9,8%. É na análise por indicadores que a mato-grossense se destaca mais. Em receita operacional bruta, ou seja, faturamento é a 10ª entre as empresas do setor de atacado. No mesmo setor, a Amaggi está em 2ª no aumento das vendas, já descontada a inflação, é a 7ª em liderança de mercado, 8ª em rentabilidade, 9ª em liquidez corrente e a 6ª em riqueza criada por empregado. Neste último indicador, por exemplo, a mediana entre 17 empresas do setor de atacado ranqueadas é de um salário de US$ 125,79 por empregado. A média da Amaggi foi de US$ 333,56. Deixando a setorização de lado o atacado no ranking de 20 grandes extraídos das 500 maiores, a Amaggi detém o 11º lugar entre as que mais cresceram das 500, o 21º em vendas entre as 50 maiores das 500, 17º entre as maiores exportadoras. AMAGGI - A relação da Exame onde a Amaggi foi incluída leva em conta todas as empresas cujo foco de negócios está na venda por atacado, como é o caso da empresa, que compra e vende grãos (soja, milho), farelo e óleo (soja), produz sementes de soja, importa e comercializa fertilizantes e químicos. Diferentemente dos anos anteriores, esta edição da Melhores e Maiores engloba o Anuário do Agronegócio, que até o ano passado era uma edição independente. Questionado sobre a performance positiva da companhia, em pleno ano marcado por variantes inesperadas e alheias à atividade da Amaggi, o presidente do Grupo André Maggi, Pedro Jacyr Bongiolo, explica que os números refletem o planejamento da Amaggi. Adotamos um planejamento estratégico de médio e longo prazo, que é atualizado a cada dois anos. Toda a plataforma para suportar esse crescimento, como a conclusão do terminal no Guarujá (TGG), a construção da fábrica de Lucas do Rio Verde, a implementação da frota da Hermasa, entre outros, foi concluída, o que permitiu à empresa aumentar seu market share (participação no mercado) em algumas regiões e voltar a atuar em regiões novas como o Paraná, através dos seus escritórios de Maringá e Cascavel. A empresa também se preparou de forma proativa contra os danos da crise financeira, mudando o seu perfil de endividamento e alocando recursos apropriados para os investimentos. Seguindo o nosso plano estratégico que incluía a criação dessa plataforma de crescimento, que ficou pronta antes da crise, restou apenas colocar em prática o que fora planejado, declara. Jacyr salienta que quando a crise começou a se acentuar, a partir de setembro do ano passado, praticamente 90% da meta de comercialização da Amaggi já estava concluída. Segundo ele, em razão do alto preço da soja no mercado internacional em 2008, o produtor vendeu mais cedo seus produtos, diferentemente do praticado em outros períodos. Com isso, quando surgiu a crise, o programa de comercialização já estava praticamente concluído, restando apenas os embarques acontecerem para serem registrados nos livros, pontua. (Mais na página C2)