ECONOMIA
Terça-feira, 13 de Julho de 2010, 21h:32
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LEILÕES/EXPOAGRO
Algumas leiloeiras saem frustradas
Ao contrário do que se esperava no começo da 46ª Expoagro, quando os leilões registraram números recordes de comercialização nos primeiros dias da feira, o resultado dos negócios acabou não agradando a algumas leiloeiras, que reclamaram dos preços dos ingressos na bilheteria e o esvaziamento nos locais de leilões nos dias de shows nacionais. O resultado ficou abaixo da nossa expectativa, disse uma fonte da JJ Leilões, que realizou leilão de gado comercial e vendeu apenas 70% dos mil animais colocados à venda. A média por animal também foi baixa. O leilão foi fraco porque não compareceram muitos compradores devido aos preços caros dos ingressos, disse a fonte. A Vila Nova Leilões também não gostou da atitude dos organizadores em cobrar preços não-populares na Expoagro. Chegaram a cobrar R$ 30 na portaria. Leilão com show não dá certo, aponta uma funcionária da Vila Nova. A leiloeira realizou leilão de vaca leiteira, da raça Girolando e vendeu 55 animais ao preço médio de R$ 2,9 mil. Outras leiloeiras, como Estância Bahia, Samambaia, Programa e MT Leilões, gostaram do resultado. A Bahia realizou dois leilões de gado Nelore, ofertando e vendendo os 301 animais, com média de R$ 6 mil e faturamento total em torno de R$ 1,8 milhão. A Samambaia realizou dois leilões de gado de corte, num total de 2,4 mil cabeças, vendidos à média de R$ 1 mil por animal, faturamento de R$ 2,40 milhões. Segundo a leiloeira, o resultado foi bom, ficou dentro das nossas expectativas. Outra leiloeira que atingiu a meta foi a Programa Leilões, que realizou nove leilões e alcançou faturamento de R$ 6,5 milhões, segundo Murilo Barros. Juarez Miranda, da MT Leilões, disse que o resultado também ficou dentro da expectativa da empresa. A leiloeira realizou três leilões de gado de corte, ofertando 700 animais ao preço médio de R$ 700. Já o Leilão Girolando de Gado Registrado, num total de 50 animais, teve média de R$ 4 mil por cabeça. A empresa realizou também o Leilão de Muares vendendo 106 burros e mulas, média de R$ 3,30 mil por animal. CAVALO PANANEIRO O leilão de cavalo pantaneiro, que ofertou 46 animais, atingiu a expectativa dos criadores, com média de venda de R$ 18,3 mil/cabeça. José Luiz Paes de Barros, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Pantaneiro (ABCCP), disse que a raça está em ascensão no Estado. O mercado está em crescimento e a tendência é de que o rebanho continue se expandindo não só em Mato Grosso, como em outras regiões do Brasil. Em Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul já são 13 mil animais registrados, mas o rebanho total fica próximo de 200 mil cabeças. Segundo ele, o cavalo pantaneiro vem apresentando ótimo desenvolvimento e evoluindo a cada ano como uma raça mais apropriada para a região. O cavalo pantaneiro é um animal com todas as características que uma fazenda requer: é rústico, dócil e versátil. Anda macio e tem uma incrível resistência para o trabalho do campo e para a lida com o gado, destaca José Luiz. Por todas essas vantagens, podemos afirmar que o cavalo pantaneiro tende a se valorizar ainda mais no mercado regional e se firmar como a grande vedete dos leilões, principalmente em feiras agropecuárias, frisa.