ECONOMIA
Quinta-feira, 08 de Agosto de 2013, 19h:54
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CONGRESSO ABAG
Agronegócio tem de exigir atenção
Propor uma agenda com ações concretas para atender às principais demandas do agronegócio brasileiro e exigir dos governantes, políticos e até de futuros candidatos, um compromisso de que executarão as medidas propostas pelas lideranças do setor. Essa foi uma das principais conclusões tiradas do 12º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), no início desta semana e que reuniu 820 participantes, em São Paulo. Entre os pontos destacados nas palestras e debates estão a segurança jurídica para cumprir os marcos regulatórios, desenvolver esforços para regularização fundiária, estabelecer uma política de seguro agrícola para mitigar o risco do produtor com relação às pragas, doenças e adversidades climáticas e maior empenho e prioridade na execução de obras, de modo a acabar ou reduzir os gargalos logísticos e de transporte que tanto prejuízo causam ao segmento e que foi o tema principal do evento. O presidente da Abag, Luiz Carlos Corrêa Carvalho afirmou que os participantes do Congresso da Abag saíram com uma grande dúvida sobre se as obras de infraestrutura sairão no prazo e com a urgência que o setor e o País necessitam. O Brasil ganha cada vez mais importância no cenário mundial da produção de alimentos e bioenergia, pois além de ter a tarefa de dar conta de 40% do aumento esperado para a demanda global de alimentos até 2020, também já é hoje um importante formador de preços para várias commodities. Nesse sentido, a precariedade da logística reduz nossa competitividade internacional. Há uma expectativa mundial com relação à capacidade do Brasil ofertar alimentos e energia renovável para os próximos anos. Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado do Mato Grosso (Aprosoja/MT), Carlos Fávaro, não é por falta de recursos que o Brasil não possui infraestrutura e logística adequadas para atender às necessidades do agronegócio e, sim, outros fatores que dificultam o andamento das obras, como o licenciamento ambiental, a fiscalização dos territórios indígenas, os questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU), entre outros. A vocação do Centro-Oeste, por exemplo, é exportar pelo Arco Norte. O desenvolvimento de hidrovias nos diversos rios navegáveis seria uma maneira eficiente e mais barata para escoar a produção, analisa. O diretor-presidente da Cooperativa Agrária Agroindustrial, Jorge Karl, ressalta que o Brasil está perdendo oportunidades com esse atraso na infraestrutura. Além do modal de transporte ser inadequado, o custo logístico é muito alto, de cinco a seis vezes mais caro se comparado com o custo para um produtor nos Estados Unidos ou na Argentina. Por isso, os investimentos são necessários, urgentes e deveriam ter sido para ontem. Segmento fica em alerta, pois mesmo com conjuntura de preços não muito favorável, estimativa é a produção de nova safra recorde no Brasil para 2013/14.