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ECONOMIA
Quinta-feira, 13 de Agosto de 2015, 19h:38

CONFIANÇA

Agronegócio é aposta do BB para enfrentar crise

O presidente do Banco do Brasil afirma que a instituição está pronta para enfrentar a crise econômica

O presidente do Banco do Brasil, Alexandre Corrêa Abreu, disse ontem (13) que a instituição passará sem grandes problemas pela crise econômica e com chance de manter em alta a rentabilidade financeira. “Temos todas as condições de trabalhar, normalmente, mesmo em um cenário mais complexo”, disse Abreu, durante a divulgação do balanço relativo ao segundo trimestre deste ano, em São Paulo. A projeção otimista está fundamentada, no curto prazo, na projeção de um dinamismo maior das atividades do agronegócio voltadas para as exportações, resultando no crescimento das linhas de crédito. Abreu destacou que o câmbio tem favorecido as exportações. Segundo ele, com o dólar valorizado, cerca de 500 empresas, que há muito tempo não exportavam, voltaram a demonstrar interesse pelo mercado internacional. O volume de recursos financiados pelo Banco do Brasil ao agronegócio atingiu R$ 168,3 bilhões no fechamento do primeiro semestre, com aumento de 7,1% sobre igual período do ano passado. Houve um crescimento maior no saldo destinado à linha do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que alcançou R$ 37,7 bilhões nos seis primeiros meses do ano, 18,5% mais do que no término do primeiro semestre de 2014. LUCRO - O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 3,008 bilhões, no segundo trimestre deste ano, com crescimento de 6,3%, na comparação a igual período de 2014 (R$ 2,829 bilhões). Os ativos do Banco do Brasil atingiram R$ 1,534 trilhão em junho deste ano, crescimento de 9,5% em 12 meses e de 0,7% em relação ao trimestre anterior. A carteira de crédito ampliada, que inclui títulos de valores mobiliários e garantias prestadas, atingiu R$ 776,8 bilhões em junho, crescimento de 8% em 12 meses. O financiamento imobiliário registrou aumento de 37,8% em 12 meses. A carteira de crédito de clientes pessoa física do Banco do Brasil finalizou o segundo trimestre de 2015 com saldo de R$ 158,9 bilhões, crescimento de 3,4% no trimestre e de 11,6% em 12 meses. As linhas de menor risco de inadimplência (crédito consignado, CDC Salário, financiamento de veículos e crédito imobiliário) corresponderam a 76,9% do total da carteira. O financiamento ao agronegócio encerrou o primeiro semestre de 2015 com R$ 168,3 bilhões. Esse montante é 7,1% maior do que o registrado ao final do primeiro semestre de 2014. O saldo de crédito concedido às empresas encerrou junho com R$ 353,3 bilhões, crescimento de 5,4% em 12 meses. O índice de inadimplência (relação entre as operações vencidas há mais de 90 dias e o saldo da carteira de crédito) chegou a 2,04%, em junho. Houve aumento da inadimplência em relação a igual mês de 2014, quando estava em 1,99%. Mas o BB destaca que a inadimplência do banco está abaixo do patamar total do Sistema Financeiro, que registrou 2,9%, em junho. (Com informações da Agência Brasil)

Edição EDIÇÃO 16968




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