Abates aumentam, mas ainda falta boi gordo no mercado
A escala ainda está apertada três dias, no máximo mas o volume de abates em Mato Grosso já começa a ser normalizado e os preços da arroba do boi gordo permanecem firmes. Ontem, as principais regiões do Estado habilitadas a exportar carne Cuiabá, Tangará da Serra, Rondonópolis, Pedra Preta e Barra do Garças - pagaram em média R$ 67 pela arroba do boi. A menor cotação foi registrada na região de Araputanga, na Grande Cáceres, com oferta de R$ 64/arroba. Nas áreas não habilitadas, a arroba do boi gordo chegou a ser comercializada ontem por R$ 64. De acordo com informações do Centro de Comercialização de Bovinos (Centro Boi) da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), os frigoríficos aos poucos começam a normalizar os abates, que só não estão regulares por falta de boi gordo. O preço de um bezerro está girando em torno de R$ 520. Matando um boi gordo de 16 arrobas, o invernista tem renda bruta de R$ 1,07 mil, o que daria para comprar apenas dois bezerros. O cálculo para a próxima cria, no patamar de R$ 520, deixa uma margem muito estreita para o invernista. O preço do bezerro está acima da média. Os custos de produção e reposição subiram muito. Os preços do bezerro estão supervalorizados e não estão compatíveis com o preço do boi gordo, enfatiza. A relação de preços, segundo ele, sempre foi de 2,5 bezerros por 1 boi gordo. Com o dinheiro de um boi se compra no máximo dois bezerros. A situação é realmente complexa e ninguém tem explicação lógica para isso, avalia o diretor da Associação dos Proprietários Rurais (APR), Paulo Resende.(MM)