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ECONOMIA
Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010, 10h:24

EFEITO MORALES

Abastecimento de gás natural em vias de prorrogação em MT

Acordo emergencial vence dia 28. Anúncio é esperado pelo mercado

MARIANNA PERES
Da Editoria
O abastecimento de gás natural veicular poderá não ser interrompido na próxima semana. A possibilidade de estender o contrato que mantém por tempo determinado o suprimento ao Estado – até o próximo domingo -, está sendo avaliada pela Pantanal Energia, proprietária do Projeto Interligado Cuiabá, que engloba a produção de energia por meio da termoelétrica e o transporte de gás através do gasoduto Bolívia-Mato Grosso, e exigiu a aplicação de US$ 750 milhões, o maior investimento privado no Estado até o momento. Conforme o presidente da Pantanal Energia, Fábio Garcia, o pedido de dilatação de prazo para o transporte, que em acordo emergencial finda no dia 28, “está sendo carinhosamente analisado e em breve haverá resposta e temos interesse em manter esta parceria”. Garcia confirma que recebeu pedido de prorrogação encaminhado pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia e pela Companhia Mato-grossense do Gás (MT), estatal responsável pela exploração, comercialização e distribuição do combustível em Mato Grosso. O fator determinante para uma sinalização positiva da Pantanal está nas entrelinhas. Questionado diretamente sobre a prorrogação, Garcia diz apenas que “anunciará em breve a decisão”. Porém, são os avanços que o Estado e a empresa estão colhendo ao longo dos últimos meses que estão pesando em favor do novo prazo. “Há mais de dois anos e meio estamos lançando mão de todas as formas de tratativas para retomar o suprimento de gás ao Estado e em volume suficiente para movimentar a usina térmica diariamente. Agora, com esse compromisso de fazer o mercado do gás voltar a se desenvolver no Estado, o cenário começa a ficar menos nebuloso. Temos hoje um governo estadual e federal engajados em buscar uma solução definitiva e os resultados desta união sinalizam os primeiros frutos e estão sendo considerados na decisão de transportar o gás por mais um período”. Garcia esclarece que a continuidade do transporte de gás feito por um dos braços da Pantanal, a GasOcidente, não é condicionante à evolução das negociações em prol da reativação da térmica. “É que sem gás para abastecer a usina, a térmica está há mais de dois anos sem gerar e a Pantanal sem obter renda. O custo do transporte e das manutenções periódicas aos dutos foi feito no período sem receita e a Pantanal chegou ao limite de sustentar sozinha a cadeia”. Como explica, a intermediação do Estado e União, abre possibilidade concreta para o abastecimento à usina e ao Estado, e isso é o fôlego que a Pantanal precisa neste momento. “Mesmo esgotando as negociações com o governo boliviano, nunca deixamos de acreditar no Estado, tanto é que estamos lutando até agora. O sucesso do mercado de gás está atrelado à térmica, que é a maior consumidora do gás, e isso, reduz os custos do transporte. Mais é menos neste mercado”. AVANÇO – Como sinais concretos do avanço percebido pela Pantanal, está a intermediação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff que está articulando formas de tornar a usina cliente da Petrobras, negociação esta que poderá implicar até mesmo na compra da planta pela estatal nacional. Outro avanço está na postura do governo boliviano. Até o fechamento desta edição, no início da noite de ontem, o presidente da presidente da estatal boliviana de hidrocarbonetos, Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Carlos Villegas, estava reunindo em Brasília, com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e na pauta da audiência estavam as possibilidades de fornecimento de gás à térmica de Cuiabá, como informou a assessoria do ministério.

Edição EDIÇÃO 16962




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