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ECONOMIA
Quinta-feira, 17 de Julho de 2014, 21h:11

VAZIO SANITÁRIO

178 notificações no Estado

O vazio sanitário completou um mês, em Mato Grosso, e até 15 de setembro os produtores rurais seguem impedidos por lei de plantar soja. A proibição visa evitar o alastramento da ferrugem asiática, doença disseminada a partir de plantas vivas. Neste período, o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT) realizou 1.130 fiscalizações, 178 notificações e 56 autuações. “Reforçamos a importância dos produtores cumprirem o vazio sanitário para que continuemos sendo campeões na produtividade de soja”, frisou o diretor técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Nery Ribas. O Núcleo da Aprosoja/MT em Diamantino (100 quilômetros ao norte de Cuiabá) se reuniu na última quarta-feira com a secretaria de Agricultura do município para solicitar que as plantas guaxas (aquelas germinadas voluntariamente) sejam eliminadas das vias públicas. “A participação do poder público é fundamental para conseguirmos um bom resultado com o vazio sanitário”, explicou o delegado-coordenador de Diamantino, Altemar Kroling. Segundo Kroling, a prefeitura também encaminhará um ofício solicitando que os armazéns que ficam dentro do Município acabem com as plantas guaxas em seus pátios. Os núcleos da Aprosoja/MT trabalham com a disseminação de informações sobre o vazio sanitário em 22 municípios de Mato Grosso. A secretária municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Poliane Marcondes, pede o empenho de todos para erradicação das plantas guaxas, principalmente nos pátios das empresas que compram o produto, nos armazéns e na beira das rodovias. “A secretaria trabalha em conjunto com os produtores e com a secretaria municipal de Obras para tomar providências. Também subsidia os produtores com instruções por meio de folders informativos”. Para verificar a incidência da doença, equipes da Aprosoja/MT e do Ministério da Agricultura percorrem todas as regiões produtoras do Estado. A situação é preocupante: nas margens das rodovias, perímetros urbanos e nas proximidades dos armazéns existem plantas guaxas com incidência do fungo causador da ferrugem, Phakopsora pachyrhizi. Desde a safra passada, o Vazio tem serviço também para minimizar a proliferação da lagarta Helicoverpa armigera, praga de grande poder de destruição sobre as lavouras, não apenas de soja, como também de milho e de algodão. As plantas vivas nesse período de entressafra só contribuem para manutenção de fungos e pragas, já que as lavouras servem de alimento e abrigo até a chegada da nova safra. Como lembra a secretária, os produtores que descumprirem as medidas estarão sujeitos à autuação e cobrança de multas de 30 UPFs, mais 2 UPFs por cada hectare não destruído.

Edição EDIÇÃO 16967




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