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Ferrovia em Mato Grosso só existe a partir de Rondonópolis (Sul), em direção ao Porto de Santos (SP)
O economista Vicente Vuolo voltou a defender a extensão dos trilhos da ferrovia que leva o do seu pai, de Cuiabá para o Oeste de Mato Grosso.
Ele lembrou que, passados três anos do início da construção da Ferrovia Senador Vuolo, a partir de Rondonópolis (212 km ao Sul da Capital), a obra não contempla a ligação com a Capital.
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"O que foi priorizado, até agora, pelo Governo do Estado e pela empresa Rumo, é apenas o trecho Rondonópolis - Juscimeira - Dom Aquino - Campo Verde - Lucas do Rio Verde. E zero km de trilhos para Cuiabá", disse Vuolo.
Para ele, esse descaso equivala a "um tapa na cara dos cuiabanos".
O economista questionou: "Por que o governador de Mato Grosso abandonou os trilhos para a região de Cuiabá e Baixada Cuiabana?"
Vicente Vuolo afirmou que o que existe hoje é "um visão setorial de Mato Grosso", com um Estado cada vez mais rico e outro cada vez mais pobre.
Dirigindo-se diretamente ao governador Mauro Mendes (União), o economista disse que Cuiabá não é ramal, nunca será ramal, até porque a capital não é ponto final da ferrovia.
"Precisamos da extensão da Ferrovia Senador Vuolo até Cáceres [225 km a Oeste de Cuiabá], porque é o corredor mais curto para atingir o Pacífico", completou.
A UFMT criou uma comissão para estudar a viabilidade técnica, econômica e ambiental da ligação ferroviária entre Cuiabá e Cáceres.




