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O arcebispo Dom Mário Antônio da Silva, que tem sido alvo de ataques de ódio por parte da extrema-direita bolsonarista, em Mato Grosso
Desde o começo da semana, o arcebispo metropolitano de Cuiaba, dom Mário Antonio da Silva, tem sido alvo de ataques de ódio, nas redes sociais.
Para surpresa de ninguém, a intolerância parte de extremistas da direita bolsonarista, que aproveitaram a ocasião para acusar a Igreja Católica de defender o comunismo.
Na verdade, a agressão ao arcebispo atinge a Arquidiocese, que trata de um ato público que ocorre há 30 anos no país. o "Grito dos Excluíidos".
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“Estamos na semana da cidadania. Quero convidar você para participar do Grito das Excluídas e Excluídos do Brasil. Queremos caminhar na temática soberania e democracia pela casa comum. Brasileiras e brasileiros, unamo-nos pela vida e dignidade em toda a nossa pátria”, afirmou o arcebispo, em vídeo.
O ato ocorre neste domingo, feriado de 7 de setembro, em Cuiabá.
Após a publicação do vídeo, a postagem foi invadida “cidadãos de bem” que costumam usar as redes para incitar o ódio e exaltar a própria ignorância.
Entre as muitas mensagens de bolsonaristas destacaram "cristianismo não combina com comunismo” e “Deus nos salve do comunismo”.
O Grito dos Excluídos foi criado em 1995, inspirado pelas Semanas Sociais, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pela Campanha da Fraternidade, daquele ano, como contraponto ao Grito da Independência.
O ato busca dar visibilidade às vozes silenciadas da população pobre e denunciar as diversas formas de exclusão social.
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