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Colunistas
Sábado, 29 de Novembro de 2008, 12h:31

JORGE JOSSI WAGNER

O Bem e o Mal

Certas frases e ditados populares estão tão carregados de verdades que ficamos imaginando quem foi o sábio que os pronunciou pela primeira vez. "Desde que o mundo é mundo, existe o embate entre o bem e o mal", é uma dessas frases carregadas de uma profundidade que só o passar do tempo faz com que nos inteiremos do seu significado. Aprendemos com os ensinamentos da Doutrina Espírita, que o mal é a ausência do bem, que o mal é conseqüência de nossas imperfeições e que, na medida em que nos tornarmos melhores, o mal vai desaparecendo naturalmente, ficando somente o bem. Deixar o bem prevalecer em nossas vidas depende do esforço que realizamos para vencer as nossas imperfeições, nos tornando a cada dia melhores e mais próximos de conquistar o Reino de Deus, que está dentro de cada um de nós. Como fazer isso afinal, pois ouvimos tanto falar em fazer o bem, vencendo mal, que às vezes nos esquecemos de como isso é possível, mormente, vivendo em um planeta onde a mídia nos trás diariamente uma enxurrada de más notícias? Ocorre que, pela nossa própria imperfeição, nos deixamos levar pelo orgulho e egoísmo, duas chagas que dificultam o nosso crescimento, nos fazendo sempre querer que o mundo gire ao nosso redor, nos fechando os olhos para as nossas falhas, impedindo que enxerguemos no outro, um irmão que como nós também erra, também chora, também quer ser feliz. Esse sentimento oscilante entre o bem e o mal nos impede de aproveitarmos as oportunidades que a vida nos dá para mudarmos os nossos pensamentos, as nossas atitudes. A resposta está dentro de cada um de nós, é o egoísmo, palavra dura de ser digerida por espíritos que se consideram acima do bem e do mal, que não conseguem enxergar seus defeitos, somente os dos outros. Por isso, consideramos mal aquele que nos contraria. Nossas tristezas estão ligadas ao sentimento de frustração por não sermos ouvidos e obedecidos em nossas relações com os outros. Se o nosso (a) companheira (o) não nos atende de imediato, ficamos irritados. Se corrigirem as nossas falhas, ficamos furiosos e magoados. Se não somos promovidos no trabalho, ficamos arrasados. Queremos seguir os exemplos de Jesus, desde que não nos contrariem ou discordem do que pensamos. A nossa paciência depende do que os outros nos fizerem. São situações como essas que impedem o nosso crescimento espiritual. Acreditamos que para sermos bons, basta querer. Na realidade não é bem assim. Para seguir os caminhos de Jesus, é necessário muito trabalho, renúncia e sacrifício de nossos interesses pessoais. Precisamos esquecer o "eu" e ficarmos com o "nós". Para vencer os obstáculos é preciso arregaçar as mangas, tirando pedra por pedra do caminho, num trabalho paciente, incessante, onde teremos quedas, choros, incompreensões. Seremos destratados, injustiçados, faremos calos nas mãos e bolhas nos pés. Mas, todos os dias poderemos descansar em paz, olhar os nossos irmãos nos olhos, agradecer a Deus pelas oportunidades. Tudo irá pouco a pouco ficando menos complicado, o trabalho será mais suave, os dissabores diminuirão, não precisaremos mais mudar os outros, pois reconheceremos que nós é que precisávamos mudar as nossas atitudes. Fonte: Verdade e Luz, edição n. 238 – Novembro de 2005 Federação Espírita do Estado de Mato Grosso – www.feemt.org.br

Edição EDIÇÃO 16968




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