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Colunistas
Sábado, 07 de Fevereiro de 2009, 13h:48

FEDERAÇÃO ESPÍRITA

Marlene Gonçalves

“A vida na sua expressão terrestre, é como uma árvore grandiosa. A infância é sua ramagem verdejante. A mocidade se constitui de suas flores perfumadas e formosas. A velhice é o fruto da experiência e da sabedoria”.¹ Conta Humberto de Campos, no livro Boa Nova ¹, que o velho Simão, conhecido mais tarde como Zelote, estava entre os outros discípulos de Jesus, escutando-os sobre os planos para a divulgação da Boa Nova, trazida pelo Mestre. Na mesma condição de aprendiz do evangelho, ouvia-os dizerem, na sua ingenuidade, que viajariam por todo o mundo, pregariam por todos os lugares onde o sofrimento e a ignorância se faziam presentes, e que se sentiam fortes e bem dispostos, com mais condições que os discípulos mais velhos, chefes de família e presos a inúmeros compromissos familiares e de trabalho. Sentiam-se, no auge da mocidade, mais livres para a missão de renovação do mundo. Simão, bem mais velho que seus companheiros, humilhado diante das conversas, perguntava-se o que seria do seu singelo esforço, pois sentia que suas forças já não eram as mesmas, e que seu corpo poderia não acompanhar as exigências do serviço da divulgação do Evangelho. Mas não desistindo de imediato de estar entre os aprendizes, foi buscar com Jesus esclarecer as dúvidas que tais sentimentos trouxeram. Jesus foi mostrando-lhe outros lados desta questão, dizendo: “A vida na sua expressão terrestre, é como uma árvore grandiosa. A infância é sua ramagem verdejante. A mocidade se constitui de suas flores perfumadas e formosas. A velhice é o fruto da experiência e da sabedoria. Há ramagens que morrem depois do primeiro beijo do sol, e flores que caem no primeiro sopro da Primavera. O fruto, porém, é sempre uma benção do Todo-Poderoso. A ramagem é uma esperança; a flor uma promessa; o fruto é realização”. Comparando essa imagem com a vida espiritual, Jesus destaca que a diferença é que na eternidade, as ramagens e as flores não morrem nunca, marchando sempre para o fruto da edificação. Simão pergunta, então, emocionado, se a velhice seria a meta do Espírito, ao que Jesus responde: “Não a velhice enferma e amargurada que se conhece na Terra, mas a da experiência que edifica o amor e a sabedoria”. Lembrou ainda que “o fruto perfeito é a frescura da ramagem e a beleza da flor, encerrando o conteúdo divino do mel e da semente”. A conversa com Jesus fez com que Simão se voltasse para dentro de si e repensasse sua forma de encarar o momento que estava vivendo, podendo sentir-se imensamente feliz com as possibilidades que tinha de servir do seu próprio jeito, resultado de todas as experiências vividas em sua longa vida. Percebeu que continuava aprendendo, e que podia continuar também trabalhando na seara do Senhor. Essa lição de Jesus ainda vale no mundo de hoje, mesmo quando tanto se valoriza a juventude, e o corpo no auge de sua força e beleza. Quando paramos de olhar para nós mesmos como centro do Universo, e passamos a olhar a Terra como uma grande família humana, podemos perceber a parte que cabe a cada um de nós, em cada um dos momentos que vivemos, seja na juventude, na maturidade ou na velhice. A tarefa de cada um de nós é intransferível. Para isso precisamos aprender e praticar. “Lembra-te da tua parte de esforço e não te preocupes com a obra que pertence ao Todo-Poderoso”. Jesus disse a Simão: “Vai e tem bom ânimo!... Um velho sem esperança em Deus é um irmão triste da noite; mas eu venho trazer ao mundo as claridades de um dia perene”. Quando o verdadeiro objetivo de nossa vida espiritual aparece, essas questões sobre a juventude perdida mudam de valor. Foi o que Simão compreendeu com alegria e indo ao encontro do Mestre, que o olhou com muito amor, ouviu ainda: “- Em verdade, Simão, ser moço ou velho, no mundo não interessa!... Antes de tudo, é preciso ser de Deus!...”. Referências Bibliográficas:1. Boa Nova, pelo espírito Humberto de Campos, psicografado por Francisco Cândido Xavier, FEB. Capítulo 9 Fonte: Verdade e Luz, edição nº 252 – Fevereiro de 2008 Federação Espírita do Estado de Mato Grosso: www.feemt.org.br

Edição EDIÇÃO 16967




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