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Colunistas
Sábado, 05 de Maio de 2007, 13h:15

FEDERAÇÃO ESPÍRITA

Essa conduta não ética de procurar levar vantagem em tudo, mesmo que para isso outros

FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DE MATO GROSSO A Fraude, a Corrupção e a Ética Marcus De Mario Grave problema moral enfrentado pela humanidade em todas as épocas, a fraude e a cor-rupção têm recebido combate das leis e da opinião pública, entretanto se faz presente nos mais diversos meios, servindo de matéria de escândalo na mídia de comunicação e desonrando o cará-ter da sociedade. Qual a causa desse flagelo destruidor? Como combate-la? Para encontrar as respostas vamos utilizar o manancial da Doutrina Espírita, verdadeira luz para esclarecer o ho-mem quanto às verdadeiras finalidades da vida. Todo o mal assim como todo o bem possui uma causa e é esse o alvo para o qual deve-mos dirigir todos os esforços se queremos solucionar o problema da fraude e da corrupção, que não acontece apenas no meio político ou nos serviços públicos, mas igualmente nos mais varia-dos setores da vida humana, em maior ou menor escala, com grande ou pequeno prejuízo da po-pulação. No entendimento espírita o mal é sempre o mal, assim todas as vezes que o homem lesa o próximo movido pelo ganho vantajoso para si, fere a lei divina e assume graves responsabili-dades diante de Deus, tendo que, mais cedo ou mais tarde, arrepender-se, expiar e reparar o mal praticado. Essa conduta não ética de procurar levar vantagem em tudo, mesmo que para isso outros fiquem no prejuízo, caracteriza o grave problema moral que a humanidade enfrenta por ter colo-cado em segundo plano a educação moral e a formação do caráter das gerações, e ter priorizado o materialismo, colocando todos os seus esforços nos prazeres terrenos. É por isso que assisti-mos, estarrecidos, as leis serem burladas, a justiça ser desviada dos seus princípios, as verbas serem transferidas para paraísos fiscais e tantas outras ações que demonstram sem equívocos o quanto estamos longe de compreender e praticar a lei divina e os ensinos morais contidos no Evangelho. Mas, nem tudo está perdido, como muitos pensam, pois o caminho para reverter essa si-tuação está na aplicação da educação moral, não apenas à criança, mas também aos jovens e aos adultos. Entende a Doutrina Espírita que esse é o antídoto, porque combate na raiz o materialis-mo e a indiferença, o egoísmo e o orgulho, levando o homem, paulatinamente, à sua moralização e espiritualização. Alie-se à educação moral a revelação da imortalidade da alma e novos parâmetros de vida surgirão no horizonte para as vistas cansadas do homem, que já não suporta continuar vivendo com a injustiça, com a miséria, com a violência e com a incerteza se vale a pena fazer o bem, já que acredita que tudo termina com a morte, ou, se não acredita, pelo menos duvida do que pode-rá encontrar além dela, pois as várias religiões proclamam mistérios ou descortinam uma espiri-tualidade mística, o que não ocorre com o Espiritismo, que alia a fé com a razão e abre as portas de um mundo espiritual, por assim dizer, concreto, real. Leis mais justas, campanhas publicitárias de apoio ao comportamento mais ético do ho-mem, ações que visem o desenvolvimento da cidadania, são outros tantos instrumentos que re-forçam o trabalho de regeneração da humanidade, contudo, não se fazem completos porque não atingem diretamente a causa, que somente a educação moral consegue, pois é ela que alcança o homem na sua integralidade como espírito imortal, renovando seu íntimo e predispondo-o a se-parar o bem do mal, a valorizar as ações do amor e da caridade ao próximo, porque então enten-derá que fazer o bem é bom para si mesmo e bom para a coletividade. Não se combate a fraude e a corrupção apenas com medidas de segurança pública ou leis mais severas, destinando os fraudadores e corruptores para as prisões, pois o problema persistirá, já que as novas gerações continuarão a não receber a formação necessária do caráter. E se a lei e as penitenciárias não proverem um processo de reeducação do transgressor, ele tenderá a repetir seus atos quando tiver a oportunidade. No entendimento que a vida inicia antes do berço e continua depois da morte, num enca-deamento perfeito entre a vida material e a vida espiritual, a Doutrina Espírita proclama que so-mente a educação moral pode reformar a humanidade, pois ela forma o caráter, direciona a inte-lectualidade para o bem, abre os horizontes espirituais, corrige os vícios e desenvolve as virtu-des. Pode levar tempo para que os resultados apareçam de forma visível e mesmo palpável, mas o que são alguns anos ou décadas se o problema milenar da humanidade ficará resolvido? Contra a fraude e a corrupção não há remédio mais eficaz, porque preventivo, do que a educação moral e a espiritualização do homem. E acreditamos que o Espiritismo está contribuin-do de forma decisiva para a construção de um mundo melhor e contribuirá cada vez mais na me-dida em que influenciar com suas diretrizes o trabalho da educação promovido na família e na escola. Marcus De Mario é escritor, educador e consultor, sendo diretor do IBEM – Instituto Brasileiro de Educação Moral www.educacaomoral.org.br

Edição EDIÇÃO 16967




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