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CIDADES
Segunda-feira, 26 de Novembro de 2012, 21h:21

ESTELIONATO

Vítimas de golpe se multiplicam

De três a quatro ocorrências por semana. Essa é a quantidade de pessoas que são vítimas de estelionatários em Cuiabá. Pelo menos seis tipos de golpes são os mais freqüentes. Situações das quais é fácil escapar, conforme o delegado Valdeque Duarte Júnior. Em Sorriso, uma nova “modalidade” foi relatada à polícia. Uma jovem prestou queixa após entregar cerca de R$ 4,5 mil a uma vidente. A promessa é que o dinheiro seria benzido para se multiplicar por 10 vezes. Segundo a assessoria da Polícia Civil, esta é a segunda ocorrência semelhante registrada. A maioria das vítimas, no entanto, cai em golpes conhecidos há anos pela polícia. Um deles é o do bilhete premiado. Em que pessoas são abordadas na rua por alguém que pede ajuda para resgatar o prêmio da loteria, sob o argumento não possuir conta em banco. Em troca, a pessoa que está sendo enganada precisa entregar uma quantia em dinheiro: uma forma de “seguro”. “Já vi relatos de pessoas que disseram que o próprio gerente do banco tentou lhe alertar sobre o golpe, orientando a pessoa a não sacar o dinheiro, mas não foi ouvido”, conta o delegado. Entre os golpes mais comuns, segundo Duarte Júnior, está o do falso seqüestro: quando o golpista liga para a vítima afirmando ter um refém, em geral, uma pessoa próxima da família. Com o contato, o bandido consegue um depósito em dinheiro para o pagamento do suposto resgate. As informações sobre a pessoa que estaria seqüestrada são oferecidas pela própria vítima. A tática também tem sido usada num golpe semelhante, em que o estelionatário se faz passar por algum parente que estaria com um carro quebrado na estrada. Nestes casos, o depósito é feito para pagar o suposto guincho. Entre os casos mais recentes, o delegado relata o caso de um comerciante que perdeu R$ 27 mil. O dinheiro seria aplicado na compra de material que teria sobrado de uma obra realizada por um órgão público. “O golpista leva a pessoa até dentro da repartição pública. Lá um comparsa aparece dizendo que o produto está numa loja, que eles também visitam com a vítima. Uma forma de dar credibilidade. Quando a pessoa paga, eles dizem que vão buscar uma nota fiscal e fogem”. A orientação de Duarte Júnior é interromper a ligação, no caso dos golpes aplicados por telefone, e tentar entrar em contato com a suposta vítima. No caso das vendas, ele alerta: órgãos públicos não vendem sobras de material.

Edição EDIÇÃO 16962




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