CIDADES
Quinta-feira, 06 de Outubro de 2011, 20h:24
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DENGUE
Vírus 1 e 2 são identificados
Mato Grosso ainda não registrou contaminação pelo vírus 4 da dengue. Até agora foram identificados os vírus 1 e 2, que já estiveram presentes no Estado em outros momentos. Quem está fazendo o rastreamento das presenças virais é a Secretaria de Estado de Saúde (SES), que recebeu até ontem 30 amostras, colhidas desde metade de setembro, em municípios fronteiriços e com alto índice populacional: Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Sinop, Barra do Garças, Alta Floresta e Rondonópolis. Apesar da obrigatoriedade de coleta de material nesses municípios, os 16 pólos regionais de Mato Grosso estão monitorando a contaminação pelo Aedes aegypti. Receberam da SES botijões de nitrogênio para congelar as amostras sanguíneas das vítimas, que precisam ser coletadas no máximo até o 5° dia sintomático da doença. Na próxima semana, a SES irá receber mais materiais contaminados e será possível informar com acerto maior se os vírus 3 e 4 também estão no Estado. De acordo com a gerente de doenças e agravos endêmicos da Vigilância Epidemiológica do Estado, Valéria Cristina da Silva, um vírus novo oferece gravidade pelo fato de as pessoas não terem adquirido anticorpos. Ela disse que uma vez contaminada com o vírus 1, por exemplo, uma pessoa só poderá adoecer de novo com infecção dos vírus 2, 3 e 4. Segundo a coordenadora da Comissão Interinstitucional de Controle da Dengue na UFMT, professora Rosina Djunko, nos 15 anos que trabalha com a doença nunca viu circular em Mato Grosso o vírus 4. A professora afirma que, para as crianças e bebês, todos podem ser problemáticos, já que possivelmente não têm anticorpos. Valéria Cristina explicou que a doença atinge níveis mais altos e baixos de gravidade de acordo com a debilitação do organismo. É possível que uma pessoa acabe de ficar doente por conta de um tipo de vírus da dengue e adoeça novamente contaminada por outro vírus apresentando maior gravidade. Os casos de maior risco são em crianças, idosos e mulheres grávidas. Este ano, foram registrados até agora 8.510 casos da doença no Estado, com 41 enfermidades graves e seis óbitos, de acordo com dados da SES. Em 2010 foram 41.566 no mesmo período; e 45.421 durante todo o ano, com 990 casos graves e 53 óbitos. A SES reforçou que as pessoas devem eliminar os criadouros de mosquito (locais que acumulam água parada) e que ao sentirem os primeiros sintomas da doença, como a febre, devem procurar um médico para garantir uma enfermidade de maior gravidade.