CIDADES
Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2012, 20h:15
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TRÂNSITO
Vias alternativas estão destruídas
Motoristas tentam fugir das regiões onde acontecem as obras, mas acabam caindo em avenidas cheias de buracos
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
É precária a situação de determinadas ruas e avenidas usadas como alternativa pelos condutores de veículos que tentam desviar das regiões onde ocorrem as interdições de vias por conta das obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014. Na Capital, trechos da avenida Archimedes Pereira Lima (Moinho) estão deteriorados. Na rua Buenos Aires, no Jardim das Américas, bairro nobre da cidade, os buracos só tendem a aumentar de tamanho. O mesmo ocorre em vias que ficam no Grande Cristo Rei, em VG. Na estrada do Moinho, usuários da pista acreditam que é necessária uma manutenção antes que a situação piore, especialmente, nas imediações do bairro Santa Cruz ao trevo de acesso do Recanto de Pássaros. Eles também reclamam da falta de acostamento. Essa avenida precisa melhorar e muito. O ideal seria que fosse feito o recapeamento como foi feito no começo (próximo dos bairros Bela Vista e Renascer) para evitar as elevações que ficam quando fazem tapa-buraco, já que o movimento de carros é grande nos horários de pico, comentou o comerciante Luiz Augusto Arruda, 42 anos. Luiz Augusto lembra que os acidentes na pista são frequentes. Um dos últimos ocorreu na tarde da última terça-feira quando um carro atingiu um poste de energia próximo ao trevo de acesso ao Boa Esperança, que também está com várias ruas deterioradas por conta do início das chuvas e do movimento de veículos. Nas vias de Várzea Grande o quadro é caótico. Os buracos em avenidas como a Dr. Paraná, que dá acesso a Ponte Sérgio Motta, que liga a cidade à Capital, Ary Paes Barros e Elvira, que dá acesso a avenida da Feb, após a Ponte Maria Elisa Bocaiúva, estão se transformando em verdadeiras trincheiras. A situação está feia. Até os ônibus mudaram de rota por causa dos buracos, disse o aposentado Rubens Delgado, 64 anos, morador da Manga. Na rua Irmã Elvira, o cabeleireiro Mário Benedito Costa, 48 anos, cobra a manutenção da via e a instalação de um semáforo próximo a avenida da Feb. Houve um aumento muito grande do movimento de carros pequenos e de caminhões e o asfalto não foi feito para suportar essa demanda, mas também falta manutenção, disse. O semáforo é necessário porque as pessoas estão tendo dificuldades para atravessar a rua, acrescentou. A reportagem do Diário procurou, por telefone, as Secretaria de Obras, em Cuiabá, e de Infraestrutura, em Várzea Grande, mas não conseguiu localizar os responsáveis pelo serviço público.