CIDADES
Terça-feira, 07 de Fevereiro de 2012, 20h:46
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Verão exige um maior cuidado com a higiene dos alimentos
ALANA GANDRA
Agência Brasil
Cuidados com a higiene e a alimentação nunca são demais na época do verão e podem afastar problemas digestivos sérios, como a gastroenterite, alertou o professor de infectologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edmilson Migowski. Muitas vezes, sintomas como náuseas, vômito, dor de cabeça ou na barriga, fadiga, diarreia, dores musculares e febre podem representar mais que um mal-estar passageiro e ser uma gastroenterite. Essa é uma infecção aguda que atinge o estômago e o intestino. A doença é provocada por bactérias, protozoários ou vírus encontrados na água, em alimentos contaminados ou pelo contato com pessoas que já apresentam o problema. Pessoas infectadas eliminam o vírus pela saliva e podem contaminar outras, inclusive por via respiratória, advertiu o professor. No caso de ambientes confinados, como cruzeiros marítimos, a transmissão do vírus é impedida ao evitar o contato próximo com quem está doente. É preciso ter em mente, disse o médico, que as pessoas infectadas eliminam o vírus até três semanas depois do processo infeccioso aparente. E essa pessoa pode ainda estar em fase de contágio, até por duas ou três semanas da fase aguda da doença. Ele destacou a importância de as pessoas lavarem as mãos antes e depois de ir ao banheiro e antes das refeições. É sempre bom para evitar que a transmissão ocorra de forma mais fácil. Migowski informou que existem hoje medicamentos que podem ser utilizados para diminuir a infestação por esses vírus. Atenção especial deve ser dada a bebês e idosos. O problema principal que ocorre com a gastroenterite viral é a possibilidade de a pessoa se desidratar", lembrou o infectologista. Bebês, crianças em idade escolar e idosos são considerados os grupos de maior risco para desidratar e, até mesmo, morrer em decorrência de uma gastroenterite viral. Portanto, acredito que é muito importante hidratar bem esse paciente, oferecer bastante líquido. Mas não é dar refrigerante, suco ou isotônico. É dar soro oral mesmo. E, na eventualidade de o soro oral não ser suficiente, deve-se internar o paciente para fazer medicação pela veia, acrescentou. Migowski advertiu que nesta época do ano, os alimentos se estragam mais facilmente. Entre eles, citou alimentos feitos à base de maionese e carnes malpassadas. A recomendação é que sejam evitados alimentos sem refrigeração adequada. Aquilo que não se pode descascar, lavar ou ferver, o melhor é não comer, explicou. Isso se aplica, em especial, a alimentos feitos na rua ou que tenham sido manipulados ou conservados de forma inadequada. São fatores de risco. A segurança alimentar é fundamental para evitar esses quadros de gastroenterite, seja por vírus ou por outros agentes, disse o infectologista.