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CIDADES
Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011, 21h:04

Varejista diz que obedece normas de segurança

Alex Douglas é proprietário de uma distribuidora de gás e água no bairro Três Barras, em Cuiabá. Ele apoia medidas que combatam o comércio clandestino de gás de cozinha. O comerciante explica que gastou cerca de R$ 30 mil para ter um ponto regulamentado. “Investi em infraestrutura e só com a “papelada” gastei R$ 10 mil”, diz Alex. O vendedor acusa muitos comerciantes de visarem somente os lucros e não se preocuparem com o bem estar da população. E relembra que na época em que deu entrada nos documentos recebeu a visita dos Bombeiros, que, segundo ele, teriam ensinado a instalar o gás nas residências e ainda explicado os riscos de lidar com os produtos inflamáveis. “Muitas donas de casa têm fogão antigo e temos que verificar se existe vazamento, se está tudo certinho. É uma vida em jogo. Se a pessoa que coloca o gás não conhece os procedimentos, pode explodir uma residência”, alerta. Para ele, a falta de fiscalização sempre foi absurda e espera que as ações desse tipo permaneçam, para que todos os pontos de revenda de gás sejam regulamentados e apresentem os requisitos de segurança. Na oportunidade, Alex disse à reportagem que existem vários pontos clandestinos de venda de gás de cozinha na sua região. A prática se daria da seguinte forma: o comerciante alugaria uma casa e usaria os cômodos para abrigar os botijões, sem qualquer segurança contra incêndio. O rapaz denuncia a existência de várias destas casas – em bairros como o 1° de Março, o CPA IV, o Nova Conquista e o CPA III. Alex garante que enviará um documento ao MP para denunciar a clandestinidade e espera que as fiscalizações continuem. “Precisamos ter segurança e treinamento para lidar com um material inflamável e tão perigoso. Não podem permitir que leigos e irresponsáveis coloquem em risco a vida dos outros”, desabafa. (AAJ)

Edição EDIÇÃO 16961




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