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CIDADES
Sábado, 02 de Abril de 2011, 14h:01

UPA de Recife administrada por uma organização

Em Recife, cidade com 1,5 milhão de habitantes, o secretário Pedro Henry iniciou a visita pela UPA Maria Esther Souto Carvalho, construída pelo Estado no bairro Imbiribeira, e que no último dia 26 completou um ano de funcionamento. Desde sua inauguração, a UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) está sob a administração do IPAS (Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde), que foi o responsável pela contratação de funcionários e pela implantação do sistema de informática que tornou a unidade a primeira do país a não utilizar papel em sua rotina: tudo é por meio eletrônico, o que torna mais rápido o atendimento. Funcionando durante 24 horas, a UPA atende por mês 15 mil pessoas (média de 500 por dia) e conta com 199 funcionários incluindo 56 médicos. A cada plantão de 12 horas, o corpo clínico conta com oito médicos (dois ortopedistas, dois pediatras e quatro clínicos). A UPA faz atendimentos de emergência, tem clínica médica, pediátrica e ortopédica e também faz exames de laboratório e de diagnóstico por imagens. Por mês, o Estado repassa para a UPA cerca de R$ 900 mil para bancar os custos. O atendimento do usuário é feito conforme o estado de saúde do paciente (pela gravidade do caso) e não por ordem de chegada. Ao chegar à unidade, o paciente tira uma senha e, em seguida, é atendido pelo setor de análise de risco. Ali, dependendo de sua situação, do grau de complexidade, ele é encaminhado para o especialista e a chamada (visível num monitor) será feita de acordo com a prioridade definida pelo sistema. Pulseiras, com cinco cores diferentes, são colocadas nos pulsos dos usuários: a vermelha refere-se a casos mais graves, que exigem atendimento imediato; a laranja, é caso muito urgente; a amarela, urgente; a verde, pouco urgente, e, a azul, o usuário pode aguardar. Após essa classificação, o usuário faz seu cadastro com dados pessoais e recebe uma carteira com código de barras e que servirá para identificar seu prontuário eletrônico toda vez que buscar atendimento. Idealizado pelo governo federal, a função da UPA é fazer o primeiro atendimento, desafogando, assim, as grandes emergências nos hospitais públicos. Após o atendimento e da estabilização do paciente, caso seja necessário, ele pode ser encaminhado para um hospital ou para uma unidade ambulatorial. EXPERIÊNCIA - Três semanas depois de ter voltado da Holanda (onde viveu nos últimos 16 anos), Benedita Caldas, 57 anos, procurou a UPA para fazer inalação. Ela elogiou o grau de informatização da unidade e a rapidez no atendimento, além da atenção que recebeu dos profissionais. “Na Holanda, o tratamento era mais ‘frio’. Aaqui, ao saberem que eu tenho tendência a diabetes, fizeram um exame para ver o nível de glicose”, salientou. Outro paciente atendido foi o maitre de restaurante Pedro Silva de Araújo, 30 anos. Com dor de garganta, ele foi para uma policlínica e depois de ter ficado por duas horas na fila à espera de atendimento, ouviu do funcionário que não seria atendido porque não havia médico clínico otorrino. Chateado, saiu dali e foi direto para a UPA Imbiribeira. Com a senha de número 52 na mão, depois de meia hora ele foi chamado ser atendido por um médico. Cristiana Melo, coordenadora geral da UPA, enfatizou que o foco principal é a qualidade. “Temos uma metodologia de gestão e seguimos protocolos, de modo que tudo é feito com grande segurança”, explicou. Para o coordenador médico da UPA, Honório Justino, o resultado obtido até agora está acima das expectativas. “O IPAS conseguiu responder a expectativa do contrato e ainda inovar tecnologicamente. A resolutividade é muito grande. Todos os processos têm um controle sistêmico e de qualidade, para todos os procedimentos existe um protocolo. É a melhor experiência do ponto de vista de custo e de qualidade de atendimento”, argumentou.

Edição EDIÇÃO 16962




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