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CIDADES
Quinta-feira, 26 de Agosto de 2010, 19h:17

QUALIDADE DO AR

Umidade baixa para 11% em Cuiabá e remete à emergência

A umidade relativa do ar em Cuiabá chegou ontem ao nível mais baixo do ano. Por volta das 15 horas, o índice estava a 11% e a temperatura era de 40ºC, segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC). O nível considerado adequado é de 60%. A umidade relativa do ar registrada se enquadra em estado de emergência, pois ficou abaixo de 12%. No entanto, mesmo com os 11% registrados ontem, a Defesa Civil de Cuiabá ainda considera que o estado atual é de alerta (12% a 20%). “Ontem houve um pico de 11%, mas o índice não ficou assim por muito tempo. Mais tarde, a umidade voltou a subir”, explicou o coordenador da Defesa Civil da Capital, José Zanetti. Ele disse ainda que, para ser considerado estado de emergência, o nível de umidade deve ficar abaixo de 12% pelo menos por alguns dias. Nas condições atuais, agravadas por causa da temperatura na casa dos 40ºC, a Defesa Civil recomenda que as pessoas bebam muita água, mantenham os ambientes umidificados, protejam-se do sol e tenham alimentação leve. As roupas devem ser leves e as aglomerações em ambientes fechados devem ser evitadas. “Também não é recomendável fazer qualquer atividade ao ar livre entre 10h e 16h. Isso inclui o trabalho de entrega de correspondências”, acrescentou Zanetti. Os funcionários dos Correios em Cuiabá estão fazendo as entregas das cartas depois das 15h desde a semana passada. O novo horário vai continuar até que a umidade relativa do ar melhore, segundo a direção da empresa. Em maio, a Câmara Municipal aprovou uma lei que inverte o horário de trabalho dos funcionários dos Correios, que atualmente cumprem expediente interno de manhã e vão para as ruas à tarde. O objetivo da lei, segundo o autor, o vereador Antônio Fernandes, é que os carteiros sofram menos com as temperaturas altas. No entanto, a nova norma não foi colocada em prática. “Quem estabelece as regras para os Correios, que é empresa federal, é a União. Uma lei municipal não pode se sobrepor a uma federal. Não vamos mudar os horários”, afirmou o diretor-adjunto dos Correios em Cuiabá, Dílson Antônio Leocádio da Rosa. “A maioria dos funcionários é a favor da mudança, porque sabe da dificuldade de trabalhar com o calor de Cuiabá. A nossa vontade é que a lei seja colocada em prática”, declarou Fábio dos Santos Leite, que trabalha na empresa há seis anos. O vereador Fernandes enviou ao Ministério Público Federal um ofício pedindo que o órgão ajude a pôr fim no impasse. O MPF ainda não se manifestou. O não cumprimento da lei pode implicar em multa.

Edição EDIÇÃO 16961




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