O IPCC é extremamente vago ao avaliar os possíveis impactos das alterações climáticas globais no comportamento dos cultivos agrícolas. E ainda faltam estudos conclusivos sobre os possíveis efeitos em Mato Grosso. A avaliação é de um grupo de mestrandos em Física e Meio Ambiente da UFMT que, coordenados pelo professor José de Souza Nogueira, respondeu a uma série de perguntas encaminhadas pelo Diário. Como o estado de Mato Grosso tem três diferentes biomas (...), acredita-se que esses biomas responderão diferentemente às mudanças climáticas globais. No entanto, ainda não é possível determinar qual dos biomas será mais afetado nem como isso ocorrerá. Especula-se que o aumento da temperatura e a mudança no ciclo das chuvas podem causar anomalias climáticas à região, tornando as costumeiras culturas inadequadas às novas condições meteorológicas, apontam. As simulações existentes, empregadas sobre áreas utilizadas para o cultivo de café nos estados de São Paulo e Goiás, revelaram alterações significativas. [As simulações] mostram uma drástica redução nas áreas com aptidão agroclimática, condenando a produção de café nestas regiões. (RV)