CIDADES
Sexta-feira, 05 de Outubro de 2012, 21h:31
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SEMI TÔ A TOA
Tribunal multa dono da chalana
Laura Nabuco
Da Reportagem
O Tribunal Marítimo multou em R$ 10 mil o proprietário da chalana Semi Tô a Toa, que naufragou no Pantanal mato-grossense em março de 2008, matando nove pessoas. Semi Mohamed Said foi responsabilizado por transportar carga perigosa em desacordo com as normas. O condutor da chalana, José Gonçalo Souza da Silva, também foi multado em R$ 400 por não ser habilitado para guiar o veículo. A Semi Tô a Toa naufragou no rio Cuiabá, em Poconé (distante 100 km da Capital), na madrugada de 9 de março. Cerca de 20 pessoas estavam a bordo, sendo que 12 eram turistas. Eles estavam nas cabines dormindo no momento do acidente. Quatro anos depois, as famílias das vítimas ainda não têm previsão de quando o inquérito será concluído. Gianfranco Scarabottolo, filho de Ítalo Scarabottolo, morto no naufrágio, afirma que um processo tramita na Justiça Federal em busca de uma indenização. O caso, no entanto, ainda está em fase inicial e não tem grande movimentação porque não há perícia comprovando se a culpa foi do proprietário. Nós construímos todo o processo com base no foi divulgado pela imprensa. Sem a perícia não tem como ter andamento. A ausência da perícia será justamente o argumento da defesa de Said, que vai recorrer da decisão que aplicou a multa. Para o advogado Huendel Rolim Wender, a punição só poderia ocorrer se o inquérito já tivesse sido concluído. Para concluir é preciso perícia e para ela ser feita é necessário retirar a chalana do fundo rio. Se é que ainda tem algo lá embaixo. Mas isso é responsabilidade do governo do Estado, diz Wender. Por meio da assessoria, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) informou que uma empresa do Rio Grande do Sul foi contratada para resgatar a embarcação, mas alegou não ser possível por questões técnicas. A justificativa foi informada ao presidente do inquérito, o delegado Rodrigo Bastos da Silva, a quem cabe, conforme a pasta, adotar as próximas medidas. A assessoria da Polícia Civil, por sua vez, informou o delegado encaminhou o caso ao Ministério Público. A promotora de Justiça Taiana Castrilon Dionello disse que vai pedir vista do processo antes de se manifestar.