NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

CIDADES
Terça-feira, 16 de Junho de 2015, 20h:14

DIREITO

Tribunal mantém condenação de Josino

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região manteve a condenação do delegado Márcio Pieroni, do empresário Josino Guimarães e mais três pessoas acusadas de montar uma farsa para levantar a suspeita de que o juiz Leopoldino Marques do Amaral, morto em 1999, pudesse estar vivo. Josino sempre foi considerado o principal suspeito pela morte do juiz. E a farsa poderia provocar uma reviravolta no caso, já que, com o juiz vivo, Josino não poderia ser condenado por homicídio. Além de Pieroni e Guimarães, foram condenados o responsável pelo Setor de Desaparecidos da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Gardel Tadeu Ferreira de Lima, e o irmão do empresário, Cloves Luiz Guimarães, além do detento Abadia Paes Proença. Pieroni foi condenado a 17 anos de reclusão, mais 3 anos e 4 meses de detenção, em regime inicialmente fechado. A Justiça determinou ainda a perda do cargo público de delegado e negou o direito de recorrer em liberdade. Josino foi condenado a 7 anos de reclusão e 2 anos de detenção em regime inicialmente fechado e sem direito a recorrer livre. O magistrado impôs a mesma pena ao irmão do empresário, Clóves Guimarães. Gardel teve pena fixada em 9 anos e 6 meses de reclusão, além de mais 1 ano e 4 meses de detenção. Também foi condenado à perda do cargo público e deve cumprir a pena inicialmente em regime fechado, mas lhe foi garantido o direito de recorrer em liberdade. Abadia Proença, responsável pela afirmação de que Leopoldino estava vivo e morando na Bolívia, foi condenado a 8 anos de reclusão e mais 1 ano e 4 meses de detenção. O MPF denunciou os envolvidos pelos crimes de formação de quadrilha armada, denunciação caluniosa, falsidade ideológica, fraude processual, interceptação telefônica para fins não-autorizados em lei, quebra de sigilo funcional e violação de sepultura. Em 2011, Josino Guimarães se sentou no banco dos réus. Apesar de os jurados considerarem que ele fora o mandante do crime, optaram por absolvê-lo. Em razão desta contradição, o MP recorreu e o julgamento foi anulado pelo TRF. No final do ano passado, Josino ainda tentou anular a decisão de segunda instância, mas não conseguiu.

Edição EDIÇÃO 16968




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL