CIDADES
Quinta-feira, 09 de Junho de 2011, 20h:56
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PRAINHA
Travessia de pedestre é risco constante
Desrespeito à sinalização, tanto por condutores como por transeuntes, promove chance de atropelamentos para quem sai da Maria Taquara e cruza via
Os pedestres que cotidianamente passam pela praça Maria Taquara, no Centro de Cuiabá, e precisam com atravessar a Prainha se deparam sempre com uma insegura confusão de carros, motos, ônibus e pessoas no meio do asfalto. Embora haja uma faixa e semáforo para pedestres no local, nem motoristas nem os próprios pedestres respeitam a mínima sinalização e o local está sempre propício a acidentes realidade que, como a própria prefeitura admite, não deve mudar tão cedo. Quando o semáforo para pedestres está fechado, a maioria deles não respeita e tenta atravessar a Prainha (especialmente na direção do ponto de ônibus que leva para a região do Porto). As pessoas se arriscam quando os veículos dão uma chance. Quando o número de pessoas é maior, os veículos chegam a parar, formando uma pequena fila que às vezes atrapalha o fluxo dos carros que saem da Isaac Povoas e sobem com direção à Igreja do Bom Despacho. Alguns ônibus chegam a ficar atravessados na pista. É um perigo. A prefeitura deveria dar mais atenção pra esse ponto. Aqui, ninguém sabe quem é quem, resume a trabalhadora voluntária Jorgete José Gonçalves, que todo dia precisa atravessar a Prainha na direção da praça Maria Taquara para ir ao Pronto-Socorro. Para ela, que também sente falta de uma sinalização mais eficiente, uma passarela deveria ser construída urgentemente. Já quando o sinal está aberto para os pedestres, o tempo para atravessar não chega a dez segundos o que dificulta a vida dos idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Além disso, não são poucos os motoristas que mal reparam na existência da faixa de pedestres e no semáforo que os autoriza a atravessar. Irritados, alguns buzinam contra os transeuntes, que acabam se apressando ainda mais para cruzar a rua sem acidentes. Acidente eu já vi de três a quatro só este ano. Com gente caindo. Os carros não respeitam. Se você não atravessar rápido, os carros pegam, explica o comerciante que se autodenomina Rei da Medicina e vende ervas há anos na Maria Taquara diariamente. O município admite que o ponto, assim como pelo menos outros cinco da Capital, é de difícil solução, nas palavras do secretário de Trânsito, Edivá Alves. Ele explica que o local não é apropriado para o fluxo de pedestres, mas que a prefeitura implantou a faixa e o semáforo para eles apenas para completar a travessia da Prainha, que, do outro lado do canteiro central, pode ser feita tranquilamente. Entretanto, o secretário não planeja por enquanto nenhuma intervenção, pois, assim como em outros locais de Cuiabá, o setor de trânsito fica de mãos atadas enquanto não são confirmadas as obras de mobilidade urbana para a Copa. MARIA TAQUARA Na mesma região os pedestres também se arriscam constantemente para atravessar a rua Clóvis Hugueney, da praça Maria Taquara com direção ao posto de gasolina do outro lado. O caminho é feito por grande parte dos que desembarcam no ponto de ônibus da praça e precisam descer com direção à praça Ipiranga. Não há faixa e a prefeitura só pretende estudar a implantação de alguma sinalização ou estrutura de apoio ao pedestre ali depois que regularizar as calçadas do posto de combustíveis rebaixadas, precisam ser elevadas.