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CIDADES
Terça-feira, 05 de Junho de 2012, 10h:27

CASO MAIANA

Traição e chantagem

Quase duas semanas após a prisão dos acusados, polícia ainda não conseguiu descobrir a real motivação para a morte da adolescente

ALECY ALVES
Da Reportagem
Doze dias depois da prisão do suposto mandante e dos assassinos da adolescente Maiana Vilela Mariano, de 16 anos, a Polícia Civil continua sem saber o que motivou o crime. O triângulo amoroso mantido pelo empresário Rogério Silva Amorim, 38, sua mulher, Calisângela de Moraes, de 36, e a “namorada” Maiana aponta para diversas hipóteses. Entre as possibilidades, estão o apartamento que Rogério comprou no Residencial Morada do Parque, supostamente prometido a Maiana, mas entregue a Calisângela, e a suspeita do empresário de que estaria sendo traído pela “namorada”. De acordo com as apurações da polícia, Maiana, além de dizer que não o traíam chegou a fazer um teste de gravidez para tentar provar ao “namorado” que não estava grávida. Isso porque ele é vasectomizado, portanto não poderia mais ser pai. A entrega das chaves do apartamento, onde está morando o filho mais velho de Rogério, Eduardo Conceição Amorim, de 18, ocorreu dias antes do sumiço de Maiana. Seria nesse apartamento que a adolescente esperava morar. No novo depoimento prestado ontem à delegada Anaíde Barros, Calisangela disse que Rogério a levou para conhecer o imóvel. E ainda que pensava em se mudar para o local por considerar mais seguro sua casa. O pedreiro Paulo Ferreira Martins, 40, apontado como executor do crime, já havia dito, em 25 de maio, data em que foi preso, que Rogério alegou estar sendo chantageado por Maiana. Ela queria casar-se com ele e morar no apartamento prometido. Anaíde diz que o depoimento de Calisângela não acrescentou novas informações ao inquérito. Além de dizer que é inocente, que desconhecia o plano do marido para matar a amante, achava que esse relacionamento amoroso dele era superficial e passageiro como tantos outros. Ela nega que tenha ameaçado Maiana de morte, mas admite ter discutido e xingado a adolescente no dia em que viu o marido saindo da casa dela. Rogério, conforme a mulher, passava a semana com Maiana e os finais de semana em casa, com ela e os filhos. Calisângela disse ainda que ela e o marido jamais romperam por causa do relacionamento extraconjugal e que somente após o sumiço de Maiana soube, pela imprensa, que o marido comprou uma moto e pagava as contas da amante. Durante os 5 meses do desaparecimento de Maiana, diz, o marido não conversava sobre esse assunto e se ela abordasse a questão Rogério dava a entender que estava sendo traído. Amanhã à tarde, Rogério Amorim deverá prestar o primeiro depoimento desde que foi preso.

Edição EDIÇÃO 16962




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