CIDADES
Terça-feira, 12 de Junho de 2012, 21h:57
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COMBATE
Trabalho infantil emprega 15% das crianças do Estado
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Em Mato Grosso, existem 69 mil crianças e adolescentes de até 17 anos exercendo algum tipo de trabalho infantil. Levantado pelo Censo de 2010 e trabalhado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o número é considerado alto. Esse número representa 15,3% do total de crianças e adolescentes na mesma faixa etária que vivem em Mato Grosso, frisou o superintendente Valdiney Arruda, da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso (STRE/MT). A data de ontem, 12 de junho, é reconhecida mundialmente como o dia de Combate ao Trabalho Infantil. Na capital, a data foi marcada com uma caminhada que reuniu aproximadamente 600 integrantes do Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil (Peti) e do Siminina. Na capital, 2,9 mil meninos e meninas com até 16 anos são atendidos pelo Peti. Tanto o Peti como o Siminina são um trabalho contínuo que realizamos. Têm muitas mães que vêm conversar com a gente e dizem que o fato da filha participar do Siminina (por exemplo) foi a melhor coisa que lhe aconteceu, comentou a secretária de Assistência Social, Regina Kaiser. O Brasil tem como meta a erradicação total do trabalho envolvendo menores de idade até o ano de 2020. Conforme Arruda, as situações em que crianças e adolescentes são encontradas vão desde o trabalho informal como ambulante, escravo, prostituição ou exploração sexual infantil. Preocupa-nos bastante as atividades domésticas e de rua, enumerou. Na capital, há pouco mais de uma semana, 22 adolescentes com até 9 anos foram resgatados exercendo atividades em borracharias. Conforme Arruda, os menores foram encaminhados para serem atendidos por programas mantidos pela Secretaria de Assistência Social do município. Outra preocupação é com o possível aliciamento de crianças e adolescentes para atender turistas que virão assistir aos jogos da Copa do Mundo de 2014. O turismo sexual no Brasil é bastante forte. Poderes públicos de repressão e de prevenção têm que se preparar para possíveis mecanismos de aliciamento de menores, alertou Arruda, destacando um levantamento recente feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) que mostra os principais locais de exploração à beira das rodovias que cortam Mato Grosso. É um ponto de partida para investigar, frisou.