Após 15 dias de paralisação, os trabalhadores da trincheira da Jurumirim voltam às atividades na próxima segunda-feira (26). A decisão foi tomada após reunião realizada na manhã de ontem (23) com a diretoria da Sobelltar e o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada de Mato Grosso. Os trabalhadores reclamavam que de acordo com o contrato com a Sobelltar, a empresa deveria custear passagens e um auxílio em dinheiro para despesas da viagem dos operários que residem em outros estados, benefício este que estaria há vários meses atrasados. Após a reunião, os funcionários estabeleceram um prazo de 10 dias para que seja concedido o direito de viajar a cada 60 dias. Eles também acordaram o pagamento pelos 30 minutos gastos com o deslocamento até o local de trabalho. De acordo com os trabalhadores, eles também requereram o direito a vale refeição, ticket de alimentação e das horas extras que haviam sido cortadas. Os profissionais ainda exigiram um reajuste de 8,5% no salário. A trincheira da avenida Jurumirim é a maior da obras da copa, com 960 metros de extensão e está orçada em R$ 40 milhões. Segundo relatório divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), a trincheira apresenta um atraso de quase 200 dias nas obras. OBRAS- De acordo com matéria divulgada pelo DIÁRIO, no último dia 20, a Sobelltar confirmou que as obras da trincheira da Jurumirim estão paradas há quase três meses por falta de pagamento da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa). A assessoria da Secopa informou que há três meses o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) deveria ter repassado R$ 52 milhões, valor correspondente a terceira parcela dos R$ 165 milhões. Entretanto, o governo estadual estaria fazendo aportes com recursos próprios para atender as empresas responsáveis pelas obras. (GN)