NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sábado, 13 de Junho de 2026

CIDADES
Sexta-feira, 03 de Maio de 2013, 20h:04

ARMAZÉM

Trabalhador é triturado

João Antônio da Silva fazia a limpeza no interior do silo quando foi sugado por um equipamento e teve parte do corpo destruído

ALECY ALVES
Da Reportagem
Mais um trabalhador morre em acidente de trabalho em silos de armazenagem de grãos em Canarana, 838 quilômetros de Cuiabá. Com este já são sete casos de mortes em armazéns somente este ano no estado, conforme dados da polícia local. No caso mais recente, ocorrido no final da tarde anteontem, a vítima, João Antônio da Silva fazia a limpeza de um equipamento junto com outros dois funcionários quando foi sugado. Os colegas ainda tentaram resgatá-lo, mas por pouco também não foram sugados e mortos. Um dos funcionários até conseguiu desligar a máquina, mas quando isso aconteceu, o corpo do trabalhador havia sido parcialmente triturado pela hélice. O silo que estava sendo limpo tem capacidade para 100 mil sacas, cada uma de 60 quilos de grãos. De acordo com delegado que apura o acidente, Suede Dias, a máquina precisar estar ligada durante a limpeza, o que acaba aumentando os riscos de acidentes. No inquérito aberto para apurar a morte, o delegado deve ouvir funcionários, administradores e o dono da empresa. Assim como nas outras ocorrências, o local passou por perícia. A polícia quer saber, por exemplo, em que circunstância ocorreu o acidente e se João Antônio e seus colegas usavam algum tipo de equipamento de segurança individual e coletivo. Há duas semanas, quatro trabalhadores foram soterrados por grãos e morreram asfixiados pelo produto. Carlos Alexandre Rodrigues dos Santos, Vitor Domingos dos Passos, Luciano dos Santos da Silva e Eliangi Marcelo Kalapalo. Os quatro trabalhavam no armazém de estocagem de soja da multinacional Cargill. Três corpos foram retirados do local três horas depois da ocorrência. O terceiro, porém, a polícia só localizou no dia seguinte ao acidente. O chefe da fiscalização na Superintendência do Trabalho e Emprego (SRTE), Amarildo Borges de Oliveira, disse que semana que vem, em dia a ser definido, auditores do trabalho vão ao local levantar as condições de trabalho e apurar como aconteceu o acidente na empresa onde João Antonio morreu. Os auditores já estiveram no local das quatro mortes anteriores. Entretanto, adianta Oliveira, relatórios sobre acidentes de trabalho podem demorar até quatro meses, prazo previsto na legislação. Além das exigências comuns à legislação trabalhista, os auditores podem entender que seja necessário aguardar o laudo da perícia para anexá-lo à documentação.

Edição EDIÇÃO 16962




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL