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CIDADES
Terça-feira, 12 de Agosto de 2008, 21h:21

QUADRANTE

Torre de monitoramento inicia funcionamento na 2ª

DANA CAMPOS
Da Reportagem
Deve começar a funcionar na próxima semana a torre de monitoramento do projeto Quadrante. A uma altura de 145 metros, na região central de Cuiabá, homens do Corpo de Bombeiros Voluntários farão o trabalho de observar os focos de incêndios ocorridos no perímetro urbano. As equipes vigilantes, sempre formada por dois bombeiros, estarão equipadas com Sistema de Segurança nas Alturas (SSA), composta por capacete especial, utilizado em alpinismo, binóculos com amplo poder de alcance, bússola, GPS, rádio de monitoramento HT-manual, alça e cinto de segurança, utilizados no pára-quedismo. Conforme o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo, Osmário Daltro, um dos objetivos da implantação da base de monitoramento é antecipar as denúncias feitas por meio do telefone do Corpo de Bombeiros – 193. “Do ponto alto, nossos brigadeiros terão um amplo campo de visão que vai permitir a observação de qualquer grande foco de calor”, explicou. Segundo ele, o maior objetivo desse novo mecanismo de combate às queimadas urbanas será o de reduzir o “tempo de resposta” do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), para o qual a população faz a denúncia, e que essa é transmitida via rádio às brigadas do Quadrante. Atualmente, o projeto conta com 15 Brigadas de Combate ao Incêndio. Destas, dez são compostas por caminhões-pipa, três por caminhonetes e outras duas são de motocicletas. Entretanto, a meta da Secretaria, ainda para agosto, é aumentar o efetivo para 17 equipes, com a implantação de mais duas unidades com moto. Daltro destaca o trabalho imediato que é possível ser feito por meio das motos. “Com a implantação da torre, o brigadista que visualizar um foco de incêndio fará o contato direto com o bombeiro que estiver na moto. Este irá até o local para verificar a necessidade de encaminhar mais viaturas”, disse. Conforme o comandante geral do Corpo de Bombeiros Voluntários, Jackson Nascimento, cada unidade móvel é mantida com equipamentos que garantem a contenção dos focos de calor. Em casos de pequenas chamas, o combate é feito pela equipe de moto, composta por dois homens equipados com bomba costal, com capacidade de armazenar 20 litros de água, abafador, luva e máscara de aproximação. Os focos de média intensidade são combatidos pelas equipes das caminhonetes – equipados com mangueira de 25 metros, moto-bomba com pressão de 20 metros e um compartimento de água com capacidade para mil litros. Já os grandes incêndios são combatidos pelas equipes do caminhão-pipa, compostos por três homens, munidos de máscara e luvas de aproximação e abafadores.

Edição EDIÇÃO 16962




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