Apenas 32% dos homens na faixa etária preventiva a partir dos 40 anos fazem o exame clínico de prevenção do câncer de próstata, mas cerca de 75% deles sabem da importância do diagnóstico precoce, explica o radiologista Oswaldo Pereira. A próstata, órgão responsável pela produção de líquido seminal, no qual vivem os espermatozóides, apresenta três principais doenças: inflamação (prostatite), hiperplasia benigna e câncer todas com sintomas semelhantes, por isso a importância do diagnóstico rápido. Câncer diagnosticado na fase inicial possibilita que o paciente tenha mais chance de cura, enquanto um tumor numa fase mais avançada tem chance de cura menor, explica ele. E, apesar de haver vários tipos de exame trazidos pela evolução médica, o exame de toque retal continua sendo o mais eficiente. Os de laboratório e de imagem são complementares, nunca protagonistas. No Brasil há três tipos de exames de laboratório e imagem que podem detectar o câncer de próstata: toque retal, PSA (antígeno prostático-específico) no sangue e ultrassonografia trans-retal. Apesar dos avanços da medicina, a dosagem de PSA não substitui o exame do toque retal realizado pelo urologista. Os dois exames se completam, pois eles têm uma sensibilidade de cerca de 95% e a ultrassonografia mostra o volume da próstata, o tumor, a localização e o grau de envolvimento da glândula, ressalta o especialista. (RR)