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CIDADES
Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011, 20h:28

ENXURRADA

Temporal pode voltar a atingir bairros

Estragos em residências de VG com chuva de domingo podem ocorrer em outros pontos da Grande Cuiabá, já que previsão é de forte precipitação

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
A chuva que provocou estragos no início desta semana em Várzea Grande pode voltar a causar mais destruição na Grande Cuiabá. Aviso meteorológico do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Ceptec) alerta para a possibilidade de temporal (chuva com rajadas de vento com força) hoje na Capital, onde parte do teto da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) desabou. A probabilidade de chuva é de 80%. Em Várzea Grande, pelo menos 30 famílias foram atingidas pela enxurrada proveniente da chuva que caiu no fim da tarde de domingo e durou cerca de duas horas. Ontem pela manhã, equipes da Defesa Civil, da Secretaria de Assistência Social e Agência de Habitação estiveram no bairro Jardim dos Estados cadastrando os atingidos. Os estragos ocorreram ainda no Jardim Paula I e Parque Mangabeira. “Estamos fazendo o cadastro das pessoas que moram nessas áreas de risco para que possam ser contempladas pelo programa habitacional Minha casa, Minha Vida”, informou o inspetor da Guarda Municipal, Juliano Lemos. A estimativa é que aproximadamente mil pessoas vivem em áreas com risco de inundações na Cidade Industrial. Conforme Lemos, as casas atingidas no Jardim dos Estados estão à beira de um córrego e, quando chove, são alagadas. Os imóveis atingidos ficam na parte baixa do bairro. Por outro lado, o técnico em saneamento Nelson Corral creditou o problema à deficiência na rede de esgoto e bocas-de-lobo. “Fizeram uma galeria com manilhas de 1,20 metro cada, mas faltou engenharia e construíram bocas-de-lobo com menos de 15 centímetros de abertura. Então, qualquer chuvinha que acontece a água não tem vazão”. O operador de guilhotina Valdiney José de Souza, morador da rua Macapá, também crítica o poder público. “Moro aqui há 13 anos e nesse tempo só escutamos promessas de políticos dizendo que vão resolver o problema e nada”, comentou. Uma das casas mais afetadas pela enxurrada foi a da costureira Zenilda de Souza Pacheco, 60 anos. O imóvel que fica na rua Roraima, número 12, foi invadido por toneladas de cascalho e muita sujeira. “Parece até que jogaram um caminhão de terra dentro da minha casa. Perdi tudo, até minhas máquinas de costura com as quais eu tirava o meu ganha pão”, lamentou-se mostrando hematomas que sofreu pelo corpo para salvar a si própria e uma irmã, que é deficiente mental. A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Sinfra) também encaminhou uma equipe para o local para retirar o entulho, fazer limpeza ou manutenção das bocas-de-lobo e córregos para permitir maior escoamento da água pluvial.

Edição EDIÇÃO 16968




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