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CIDADES
Quinta-feira, 22 de Setembro de 2011, 08h:56

NÍVEL SUPERIRO

Técnicos da UFMT desistem da greve

Servidores completaram 115 dias parados sem nenhuma negociação

ALECY ALVES
Da Reportagem
Depois de 115 dias parados, os servidores da área administrativa da UFMT decidiram retornar ao trabalho na próxima segunda-feira, sem descartar uma nova paralisação. O governo federal não atendeu a nenhuma reivindicação, ou melhor, sequer abriu negociação com os trabalhadores. Nesse período, pouco mais de 1.800 cruzaram os braços em protesto ao descumprimento de um acordo firmado em 2007 e não cumprido pelo governo. A greve acumulou tarefas burocráticas nos diversos campi da instituição de ensino superior e no Hospital Universitário Júlio Müller, em Cuiabá. Além do piso de três salários mínimos, pouco mais de R$ 1,6 mil, os servidores querem o respeito ao que está acordado como Plano de Cargo, Carreira e Salário há quatro anos, ainda no governo de Lula. Entre os itens do plano, a coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais em Mato Grosso (Sintuf), Ana Bernadete Almeida Nascimento citou a “racionalização dos cargos”, que seria a equiparação salarial entre servidores que desempenham funções similares, o que acontecia até o final de 2004, e o governo resolveu extinguir. Como exemplo, Ana Bernadete apontou o auxiliar administrativo e o auxiliar de enfermagem. Conforme ela, a diferença chega a R$ 700. O entendimento deles é que, se são lotados na mesma instituição, têm funções semelhantes e integram o mesmo ministério (o da Educação), não há motivo para diferença salarial. Eles também reivindicam reposição salarial para os aposentados, cujos salários reduzem a partir do momento que se tornam inativos, mesmo quando combinam a idade e o tempo de serviço exigido para se aposentar. De acordo com Ana Bernadete, a orientação de retorno ao trabalho partiu da Federação dos Servidores das Universidades como forma de tentar abrir as negociações com o governo. A previsão é que até amanhã a greve chegue ao fim em todas as universidades federais e que semana que vem seja agendada a primeira rodada de negociação.

Edição EDIÇÃO 16963




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